segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ano da Fé

Marco para o Ano da Fé

O ano da fé começou! Este é o ano em que o Papa Bento XVI escolheu para, mais uma vez[1], chamar os cristãos a se aprofundarem e degustarem um pouco mais a própria fé. Para entendermos mais sobre esse ano da fé voltemos ao ano de 1961 quando o Papa João XXIII, em sua bula papal “Humanae salutis” convoca o Concílio Vaticano II. Ele, que era um homem de pouca expressão teológica e foi eleito para um papado de transição teve coragem e, obviamente, guiado pelo Espírito Santo convocou esse concílio para renovar a Igreja, pensar uma nova forma de explicar teológica e pastoralmente a doutrina da Igreja. Quanta coragem!
No dia 11 de outubro de 1962, na Praça São Pedro, este homem corajoso faz o discurso de abertura do Concílio Vaticano II que só terminaria no dia 08 de dezembro de 1965. Este concílio deixou para a Igreja grandes questionamentos, apresentou uma Igreja muito mais perto dos fiéis, um Reino feito para os seus fiéis. Nasceram do CVII quatro grandes documentos chamados Constituições, são elas: Dei Verbum (sobre a Revelação Divina), Lumen Gentium (sobre a Igreja), Sacrosanctum Concilium (sobre a Sagrada Liturgia) e Gaudium et Spes (sobre a Igreja no Mundo Atual).
O Concílio Vaticano II chamou o povo a romper as barreiras e “entrar” na vida da Igreja, uma Igreja do povo, um “Povo de Deus”. Especialmente no coração dos bispos reunidos no Sínodo de comemoração dos 20 anos de encerramento do Concílio Vaticano II, em 1985, o CVII despertou um desejo profundo de apresentar ao povo a doutrina da Igreja Católica e, presidido pelo então cardeal Joseph Ratzinger, formou-se uma comissão que, em 11 de outubro de 1992, entregou à comunidade o Catecismo da Igreja Católica.
Hoje, comemorando 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II e os 20 anos de lançamento do Catecismo da Igreja Católica todos nós somos chamados atravessar a porta da fé e ir como a samaritana ao poço e beber na fonte onde jorra água viva.[2] Beber da água viva é o fundamento para redescobrirmos o caminho da fé e fazermos brilhar a alegria e o renovado entusiasmo de encontro com Cristo. Esse é o caminho da Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã.[3]
A experiência do encontro com Cristo é o elemento central da espiritualidade, para tanto se faz necessário o desejo. O encontro com Cristo precisa ser objeto de desejo e não de necessidade, um desejo gerador da fé. A fé gerada cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido, um único amor, o Amor de Deus, o qual devemos comunicar como experiência de graça e de alegria.
Ter fé é acreditar em uma certeza não mensurável, muito menos demonstrável, mas crer que podemos pedir e receberemos, buscar e encontraremos. (Mt 7,7). É ter confiança que a vida tem uma finalidade, por mais complicada que possa parecer. É pela fé que discernimos nos acontecimentos, nas aspirações a presença de Deus.[4] É ter a certeza de que pela fé nos sentimos salvos. Essa é a fé que a Igreja nos chama a redescobrir nesse ano, uma fé que nos torna fecundos e nos impele a evangelizar.
Para que nossa fé não seja como palha seca, mas que realmente incendeie nossos corações e, consequentemente os corações daqueles ao nosso redor, precisamos redescobrir os conteúdos da fé que professamos, celebramos, vivemos e rezamos. Esse conhecimento pode ser encontrado em um subsídio precioso, o Catecismo da Igreja Católica. Ele [catecismo] apresenta o desenvolvimento da fé, a construção da fé e sua relação com o cotidiano do homem.
Por tudo isso a Congregação da Doutrina da Fé em sua nota com indicações para o Ano da Fé propõe a nós fiéis, que vejamos o ano da fé como uma oportunidade de nos tornarmos capazes de indicar a “porta da fé”, portanto, aproveitemos o ano fé e, especialmente a Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro, para oferecermos aos nossos jovens o conhecimento dos conteúdos da nossa fé.[5]

 

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