Teológico Pastoral

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mundo de Bondade
© Zuleides M. de Andrade, ASCJ

    Deixemos as crianças serem crianças e acreditarem que o mundo é bom!

Quaisquer que tenham sido as circunstâncias e as contingências humanas que deram origem a uma criança, ela é um “pontinho de luz” vitorioso, que tem sua origem primeira na fonte do Amor e da Vida, no seio de Deus que é Pai e Mãe. Os primeiros olhos que a contemplam são os olhos de Deus, razão pela qual ela deseja estar em sintonia com o Criador.
À semelhança de flores, que surgem ao amanhecer, as crianças são delicadas, receptivas, atentas e encantadas com tudo que as cerca. Acreditam que o mundo é naturalmente bom e crescem mais seguras em ambiente de tranqüilidade, carinho, atenções e bondade.
Os pequeninos acompanham os pais em muitas de suas atividades e passeios, mesmo sem entender tudo o que acontece. Elas observam e arquivam imagens, sons, sentimentos, emoções com os quais vão construindo o conhecimento e delineando o conceito de vida.
Demos a elas oportunidades de participarem também de nossos momentos de espiritualidade em casa e em lugares privilegiados de louvor e adoração com a comunidade cristã. Lembremo-nos que somos todos diferentes e múltiplas são as formas que facilitam nossa sintonia com o divino. É interessante oferecermos também às crianças esses meios através de canções, poesias, orações, contemplação de imagens e objetos religiosos, filmes, presença gestos, ações caritativas, contos e brincadeiras que levem à prática de virtudes e boas ações. Demos às crianças mais oportunidades de vivências da dimensão espiritual.
Que tipos de presentes damos aos pequeninos? Os que são impostos pela propaganda ou aqueles que tenham algum significado especial e valor afetivo? Que qualidade de presença dispõem?
Ofereçamos-lhes momentos, objetos e estampas que conduzam à oração, a um encantamento com o divino.
Crianças acreditam que o mundo é bom. A ternura e a bondade de Deus são mais vivenciadas pelas crianças de todas as idades! Que nossas famílias sejam mais educativas e tenham mais espaço na mente e no coração das crianças do personagens, ídolos e heróis da televisão!
© Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ
Curitiba, 29 de março de 2007
Fonte: Revista Triunfo do Coração de Jesus, n° 54

Ensinando a lidar com as frustrações

Fábio Henrique Prado de Toledo
Os educadores e psicólogos ressaltam a importância de ensinar as crianças e adolescentes a lidar com as frustrações. Mas como fazer isso de uma maneira eficiente?
Pais, mães e professores precisam considerar que são guias. E, como tal, devem conhecer o caminho a seguir. Por isso, é necessário que o educador também aprenda a lidar com as próprias aspirações. É que, como quase tudo em educação, a formação se dá principalmente pelo exemplo.
Mas o que é frustração? No Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa encontramos a definição de frustrar como “enganar a expectativa de”. Assim, antes de um sentimento, é um fato, algo que ocorre quando uma expectativa não se realiza. A partir dessa constatação podem surgir inúmeras reações interiores: decepção, desânimo, desalento ou mesmo a determinação de superar as dificuldades.
Assim, as frustrações dependem diretamente das expectativas. Em um concurso de cães adestrados, um dos participantes, falando em tom de brincadeira, mas já se precavendo do possível fracasso, disse ao seu animal: “Senta, deita, ou faça o que quiser!”. Nesse caso, precisamente porque não formulou nenhuma expectativa, não haverá como se frustrar. Mas não conseguimos fazer o mesmo em nossas vidas. Todos temos projetos, sonhos e ideais, tanto para nós como para aqueles que convivem conosco.
E se temos expectativas, certamente teremos frustrações, pois o mundo não gira ao nosso redor. Por consequência, nem tudo sairá como havíamos imaginado. Isso vale para os grandes projetos, como a ascensão profissional e os êxitos sonhados para os nossos filhos, como para os pequenos incidentes do nosso dia-a-dia, como ser atendido pontualmente num consultório médico ou mesmo que os filhos retornem a casa no horário combinado. Sendo assim, o que fazer quando as nossas expectativas se frustram?
Um primeiro ponto talvez seja aprender com os erros, buscando aprimorar sempre para atingirmos a habilidade necessária para sermos mais eficientes. As livrarias estão abarrotadas de manuais que ensinam a fazer isso, especialmente no mundo dos negócios.
Mas, por mais eficientes que sejamos, jamais termos o domínio de tudo. Além disso, há um tipo de frustração que é muito mais cruel: é aquela que surge quando atingimos um objetivo a que tanto sonhamos, mas então cai sobre nós a terrível decepção de notar que nele não estava a tão almejada felicidade. Essa sensação pode surgir quando, finalmente, adquirimos uma casa, um carro, ou obtivemos o cargo profissional há tanto esperado.
Essa modalidade de frustração, mais profunda e perversa, nos traz a sensação de termos jogado pela janela anos e anos das nossas vidas. E ela somente pode ser evitada se alinharmos nossas expectativas a um plano superior, que nos move a um projeto de vida calcado em bases mais sólidas. É que cada ser humano que povoa o planeta nasceu com uma missão. E a sua realização pessoal – que se opõe à frustração de que vimos tratando – somente se atinge alinhando nossas expectativas com essa missão. Mais ainda, deve ela orientar nossos projetos e decisões.
Mas o seguimento dessa missão não deve permanecer no âmbito das ideias, como algo que mantemos na estratosfera da nossa existência. Há de se traduzir em ações concretas, onde também as pequenas frustrações do trânsito, da esposa, do marido, dos filhos, dos pais podem minar a nossa alegria. E então há que se fomentar as virtudes: fortaleza, generosidade, saber colocar-se no lugar do outro etc.
Além do esforço para dar bons exemplos, convém também que os pais e professores estimulem nos filhos a vivência das virtudes. É que elas firmarão as bases necessárias para lutar com afinco para buscar os ideais nobres que a missão de cada um lhes apresenta. E proporcionarão também a sabedoria para superar com alegria e bom humor as inúmeras contrariedades que a vida nos traz.
Mas essa “receita” para lidar com as frustrações ficaria incompleta se não colocássemos um ingrediente principal: considerar que antes de serem nossos filhos eles o são muito especialmente filhos de um Pai que os ama loucamente. E o que poderá frustrar uma mulher e um homem que caminha pelas estradas deste mundo com essa certeza?
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Fábio Henrique Prado de Toledo é Juiz de Direito em Campinas e Especialista em Matrimônio e Educação Familiar pela Universitat Internacional de Catalunya – UIC.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Educação

Mundo de Bondade


Deixemos as crianças serem crianças e acreditarem que o mundo é bom!

Quaisquer que tenham sido as circunstâncias e as contingências humanas que deram origem a uma criança, ela é um “pontinho de luz” vitorioso, que tem sua origem primeira na fonte do Amor e da Vida, no seio de Deus que é Pai e Mãe. Os primeiros olhos que a contemplam são os olhos de Deus, razão pela qual ela deseja estar em sintonia com o Criador.

À semelhança de flores, que surgem ao amanhecer, as crianças são delicadas, receptivas, atentas e encantadas com tudo que as cerca. Acreditam que o mundo é naturalmente bom e crescem mais seguras em ambiente de tranqüilidade, carinho, atenções e bondade.

Os pequeninos acompanham os pais em muitas de suas atividades e passeios, mesmo sem entender tudo o que acontece. Elas observam e arquivam imagens, sons, sentimentos, emoções com os quais vão construindo o conhecimento e delineando o conceito de vida.

Demos a elas oportunidades de participarem também de nossos momentos de espiritualidade em casa e em lugares privilegiados de louvor e adoração com a comunidade cristã. Lembremo-nos que somos todos diferentes e múltiplas são as formas que facilitam nossa sintonia com o divino. É interessante oferecermos também às crianças esses meios através de canções, poesias, orações, contemplação de imagens e objetos religiosos, filmes, presença gestos, ações caritativas, contos e brincadeiras que levem à prática de virtudes e boas ações. Demos às crianças mais oportunidades de vivências da dimensão espiritual.

Que tipos de presentes damos aos pequeninos? Os que são impostos pela propaganda ou aqueles que tenham algum significado especial e valor afetivo? Que qualidade de presença dispõem?

Ofereçamos-lhes momentos, objetos e estampas que conduzam à oração, a um encantamento com o divino.

Crianças acreditam que o mundo é bom. A ternura e a bondade de Deus são mais vivenciadas pelas crianças de todas as idades! Que nossas famílias sejam mais educativas e tenham mais espaço na mente e no coração das crianças do personagens, ídolos e heróis da televisão!

© Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ

domingo, 11 de novembro de 2012

Educação

EDUCAÇÃO VEM DO BERÇO
Quando falamos em educação, vem à mente diferentes situações ou expressões comuns, tais como: “Educação vem do berço”. “Educação se aprende em casa”. Nesse caso, é bem provável que referimo-nos a bons modos de convivência, respeito e gratidão.

No entanto, é bom lembrar que, mesmo antes de nascer, ou seja, no ventre materno a nova vida já assimila o amor de seus genitores. E é no seio da família que o recém-nascido aprende a confiar, a ser feliz, a comunicar-se com movimentos, com chorinhos, birras e silêncio que expressam suas necessidades básicas. As atenções expressas em toques, palavras de carinho, canções, alimentação, higiene criam nele o conceito de amor e bondade.

A criança é parte da família e, ao mesmo tempo, continuadora de suas características genéticas, do sobrenome, dos seus costumes e tradições. É continuadora da educação recebida dos pais e transmitida com toques sempre novos para cada geração que surge. Não é tanto com palavras, mas pela observação e imitação das ações dos pais, que as crianças aprendem. O lar é a primeira, a mais significativa e a mais importante base da educação.

A escola, por sua vez, tem a missão de organizar, sistematizar e ampliar os conhecimentos que as crianças adquirem de diferentes fontes e formas. Colocar o filho na escola não pode significar transferir a responsabilidade da educação àquela instituição. Mas é nela que podemos observar a alegria das crianças quando têm seus aprendizados em família confirmados e ampliados pelos ensinamentos dos professores. Família e Escola devem somar forças, trabalhar juntas e colher os frutos dessa parceria. É um complementando o outro.

A Escola abre o caminho do aprendizado e da construção do conhecimento, mas os questionamentos, as descobertas acontecem muito mais na vivência livre de estruturas muito rígidas. A interação significativa com o mundo, carregado de amor e afeto, é a que mais contribui para criar um amplo e duradouro clima de aprendizado.
Quando as crianças e os jovens encontram um motivo, uma razão, e a alegria de aprender, seguem felizes, solidárias e buscam sempre novas formas de desvendar a beleza e o segredo da vida.

Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Parabéns Professor!

Decálogo do Educador

1)      Amarás o Senhor teu Deus acima de todas as coisas e, com a sua graça, amarás as crianças, os adolescentes e os jovens que te foram confiados! Amá-los-ás acima do teu saber, acima do teu poder, acima de qualquer mérito ou classificação. Porque educar é amar. E sem amor, não há relação; sem amor, não há conhecimento possível e verdadeiro.
2)      Conhecê-los-ás, a cada um, pelo seu nome. Não os conhecerás pelo numero de turma ou qualquer outra forma impessoal e distante. Quando chamares pelo nome de cada um, estarás a reconhecer como cada pessoa é um mistério sagrado, uma personalidade única, original e irrepetível. Conhecê-los-ás, na sua singularidade e na sua circunstancia, para os amares, de modo único! Esta é a tua primeira missão, o sinal inequívoco do teu testemunho.
3)      Guardarás o tempo do intervalo e do descanso, para os escutares, para viveres e conviveres com elas e com eles, porque nem só de aulas e reuniões se faz a educação. Lembra-te que eles aprenderão a ser Homem e Mulher, mais por transmissão e contágio da tua alegria e dos teus valores, do que por instrução acadêmica. Não renuncies a transmitir-lhes uma autentica sabedoria de vida!
4)      Reconhece a primazia educativa dos pais e não caias na tentação de desejar substituí-los. Procura entender a sua situação e partilhar pontos de vista, sabendo que são sempre eles os primeiros educadores.Tu ficarás feliz por seres colaborador na missão educativa dos pais, partilhando, em primeiro lugar, com eles as suas dores e alegrias, sofrimentos e esperanças.
5)      Esforça-te por transmitir vida, nunca usando palavras ou gestos ofensivos, abusos de poder ou discursos de desanimo, expressões de desencanto ou sinais de desesperança. Não causes dano ao seu corpo e á sua alma ainda tão frágeis! Saberás cultivar, naqueles que te foram confiados, o gosto e a responsabilidade pela beleza da vida!
6)      Sê autêntico no conteúdo das suas palavras, na nobreza e largueza dos teus gestos. Esforçar-te-ás por usares uma linguagem compreensível e manteres sempre um rosto acolhedor!
7)      Não defraudes as esperanças dos teus educandos, nem lhes furtes a confiança no futuro! Procurarás conciliar a justiça e o rigor, a compreensão e o amor, na avaliação integral e global de todas as crianças, adolescentes e jovens ao serviço de quem estás.
8)      Não mintas, iludindo-os com promessas de facilidade: não faltarás à verdade, por falta de esforço no estudo e na reflexão, por medo, comodismo ou falsa simpatia com os teus educandos. Saberás que só a verdade liberta e não temerás propô-la, mesmo correndo risco de não teres quem a escute de imediato;
9)      Não consentirás em qualquer pensamento ou desejo de vingança, de exploração ou de injustiça. Darás o beneficio da dúvida, pensarás sempre o melhor dos teus educandos e desejarás para eles o que desejas àqueles que mais amais.
10)  Saberás educar para a diferença, sem cederes á indiferença e ao relativismo, procurando, em conjunto com os teus alunos/catequizandos, a luz da sabedoria, o conhecimento da verdade e da beleza do amor!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Oração do Educador

 Oração do Educador Cleliano, de autoria de Vera Munhoz, coordenadora do Colégio de Marília.

Senhor, Mestre por excelência! Pedagogo do Amor, Educador da Paz e da Harmonia,
Neste dia nos reunimos para que possamos com Tuas bênçãos,
Fazer da EXPERIÊNCIA de cada um, materiais que vão enriquecer a nossa caminhada,
Que possamos através da prática do dia-a-dia,
Sermos mediadores Clelianos com muita alegria!

Queremos, a todo momento fazer da CONTEXTUALIZAÇÃO de
Saberes e Fazeres
Aprendizados e Dúvidas
Sucessos e Tentativas
Percebendo-nos sempre como aprendizes, compositores de uma bela vocação.

Permita-nos Senhor que a REFLEXÃO
Seja Diária e Contínua,
Verdadeira e Singela,
Firme e Amorosa,
Para revelarmos a Educação.

Oportuniza-nos Pais que cada AÇÃO
Por nós desenvolvida seja revestida de paz,
Compreensão humana das diferenças individuais,
Permissão para a sinceridade que alivia e conforta.
Eficaz compreensão dos direitos pessoais, para a íntegra e integral valorização.

Dá-nos Senhor o real entendimento da AVALIAÇÃO
Que valida o SER, constrói o FAZER,
Vivifica o APRENDER e consolida o CONVIVER.
Fortalecendo o lema de Clélia Merloni: "Educar é obra de Amor",
como MISSÃO!


 

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