Teológico Pastoral

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domingo, 20 de dezembro de 2015

Natal

NATAL: A MISERICÓRDIA TEM ROSTO

“Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12)

“Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. Frase de abertura da Bula “Misericordiae Vultus”, onde o Papa Francisco motiva toda a Igreja a celebrar o Jubileu da Misericórdia. E a festa natalina é uma ocasião privilegiada para o encontro com a Misericórdia de Deus que se tornou viva, visível e atingiu sua máxima revelação no rosto de uma Criança.
Neste Natal o convite é claro: abrir as portas da misericórdia para acolher uma Criança inocente, mansa e misericordiosa. É ela que ativará a faísca da misericórdia presente no interior de cada um de nós. Natal é Misericórdia que se expande, envolve toda a Criação e nos move a sermos mais ternos e humanos.

Ao aproximarmos de Belém para olhar e contemplar o rosto do Menino-Deus, acessaremos, ao mesmo tempo, o mais profundo do coração humano, carregado de misericórdia e bondade.
A misericórdia humana é uma faísca divina que pode se atrofiar, jamais se apagar. São necessários alguns momentos densos para que esta chama seja ativada. A vivência do Natal é um deles.
Em Belém somos pacificados de nossas ansiedades e pressas de fazer mais e de conseguir mais, de nossa sede de poder e de vaidade; e se permanecemos em silêncio ali, diante da manjedoura, brotará em nós um desejo profundo de sermos mais humanos, de sermos aquilo que já somos, refletido no rosto aberto daquele Menino; ao mesmo tempo, brotará um desejo de venerar cada ser humano, de contemplá-lo em seu interior, esse lugar ainda não profanado em cada pessoa, o lugar de sua infância e de sua paz.
No momento em que o Verbo de Deus assume um rosto, todo ser humano chega à plenitude de sua realização: entra em comunhão com o Infinito e recebe uma dignidade infinita.

 “Deus se humanizou”: tal expressão revela que a Misericórdia de Deus significa também ternura.
Apareceu um Menino: apareceu a ternura e a doçura do Deus que salva. No rosto de uma criança se faz visível a Misericórdia que desce sempre mais abaixo, que nasce no ventre da terra e se faz terra fértil.
A verdadeira Misericórdia sabe desta ternura e desta reverência diante do outro; não é unicamente uma qualidade do modo de ser de Deus, senão o Ser mesmo que Ele é. É o que se entrega, amorosa e delica-damente, e que para isso desce sempre mais abaixo, nos extremos da condição humana.
Misericórdia carregada de humanidade: possibilitadora de tudo o que existe, discreta presença expansiva que ilumina todas as expressões de vida, Rosto que des-vela todos os rostos e a todos dignifica.
Abrir-se à dinâmica da ternura parece ser a grande aspiração de nosso tempo, marcado pela frieza nos relacionamentos, pelo preconceito que cria barreiras, pela prepotência que alimenta violências.
Somos ternos quando nos abrimos à linguagem da sensibilidade, entrando em sintonia com as alegrias e dores do outro; somos ternos quando reconhecemos nossa fragilidade e entendemos que a força nasce da partilha do alimento afetivo com os outros; somos ternos quando acolhemos a diferença que nos enri-quece; somos ternos quando abandonamos a lógica da violência, protegendo os nichos afetivos e vitais (grutas) para que não sejam contaminados pelas exigências da competição e produtividade.
Este é o convite insistente do Natal: marcados pela ternura de Deus, viver misericordiosamente.

Na noite do Natal, a Misericórdia “desce” aos rincões da humanidade; uma intensa Luz brilha no interior da gruta e nos convida a olhar contemplativamente todo o universo e descobrir o significado do mundo. “Deus se fez mundo, a misericórdia se faz carne”.
A contemplação do Nascimento de Jesus nos impulsiona a fazer a travessia para o interior de uma Gruta: ali o Grande Mistério da Misericórdia se faz visível e revelador do sentido da existência humana.
Trata-se de “entrar” nela com suavidade, de percebê-la e fazê-la descer até o coração, de convertê-la em matéria de consideração e oração silenciosa e surpreendida.
A contemplação desse Menino na Gruta revela que Deus, na sua Misericórdia, assumiu a aventura humana desde seus começos até seus extremos. Deus se fez “tecido humano”, revestiu o ser humano de sua própria glória, plenificou-o de sentido e de finalidade. No nascimento de Jesus é revelada a grandeza, a dignidade, o mistério inesgotável do ser humano. Nossa humanidade foi divinizada pela “descida” de Deus. “Sendo rico, Cristo se fez pobre para que nós participássemos de sua riqueza” (2Cor. 8,9).
Tudo isso é Deus na nossa carne quente e mortal. Um Deus que “adentrou” na humanidade e de onde nunca mais saiu; um Deus que agora pode ser buscado em nossa interioridade e em tudo o que é humano. Na pobreza, na humildade da própria história pessoal, inserida na grande história da humanidade, torna-se possível acolher o dom da Misericórdia de Deus visível na Criança de Belém.
 “Em uma carne espiritual calosa, fossilizada, endurecida, Deus não pode vibrar. Deus vibra sempre no terno. O Natal evoca em nós aquele menino que fomos e aquela criança na qual, quando sonhamos, ainda captamos a presença de Deus... O menino é um olho aberto e maravilhado diante desta Presença” (A. Olivier).
A publicidade dos meios de comunicação, as cadeias de televisão vão nos impondo olhos para ver o de cima, o que conta, o que vale, o que impera. Enquanto que Belém arrasta nossos olhos para baixo, nos convida a olhar para o que não aparece, o que não conta, o que quase não se vê.
Em tempos de deslocamentos forçados para milhões de seres humanos, na era da tecnologia e da comunicação virtual, somos convidados a olhar o “reverso” da história para encontrar salvação, buscá-la sob o signo da debilidade em um entorno prepotente. O Natal nos aponta para o pequeno, o último... nos faz dirigir o olhar para a periferia, onde o coração de Deus armou sua tenda.
Deus pode ser encontrado não na estrada suntuosa do domínio e do poder, mas na estrada da doação, da partilha, da solidariedade... A única explicação da “descida” de Deus é sua “misericórdia compassiva”.
A indigência e a fragilidade da humanidade atrai a plenitude da ternura e da graça de Deus. No Verbo feito homem nos é revelada a grandeza, a dignidade, o mistério inesgotável de todo ser humano.

Texto bíblico:  Lc. 2,1-14

Na oração: A cena do Nascimento de Jesus pede tempo, presença,
                   assombro... para deixar-nos afetar por ela.
- descer aos rincões interiores com a luz do Nascimento de Jesus; abrir espaço para que a luz chegue até os recantos mais escondidos; “nas cavernas interiores está escondido nosso verdadeiro tesouro”;
- nós nos humanizamos ao mergulhar na humanidade de Jesus.

Humanizando-se, Jesus desatou todas as possibilidades humanas presentes em cada pessoa.
Que a celebração do Natal faça emergir o que há de mais “hu-mano” em cada um de nós.

                                        Um “humano Natal” a todos.

                                           Pe. Adroaldo Palaoro, sj




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal

 


Feliz Natal

Há mais de dois mil anos atrás, nascia em Belém, alguém que viria mudar o rumo da humanidade. Seus ensinamentos iriam transformar as concepções até então vinculadas como certas, como verdadeiras; crenças limitantes, que faziam alguns serem maiores do que os outros, numa verdadeira disparidade social, racial e religiosa.
O menino que nascia, trazia consigo a esperança de uma nova sociedade, pautada em direitos iguais, onde todos vivam como irmãos, filhos do mesmo Pai. Com certeza, trazia no bojo uma proposta revolucionária, que tinha como base, como fundamento, como centro de toda a pregação, o amor. O seu amor transformou a humanidade, fez o mundo ser um lugar de irmãos, onde todos possam viver irmanados, um só pensamento e um só coração.
O seu jeito de falar entusiasmava as pessoas, fascinava as multidões, influenciando-as a mudar de direção. Foi, sem dúvida nenhuma, o maior líder de todos os tempos. Hoje, a sua liderança é estudada e seguida em todos os setores, tanto religiosos, como sociais, comerciais e industriais. Ele é o maior modelo a ser seguido, pois a sua fala e a sua prática sempre andaram plenamente unidas. Ele simplesmente fazia aquilo que pregava, e testemunhava com palavras, gestos e ações.
Reviver o clima e a festa do natal, o nascimento do menino Deus, é buscar seguir os seus ensinamentos na vida pessoal, familiar e social. É comprometer-se com a coerência de vida, onde as palavras, os gestos e as ações se complementam, e não se dividem. É sempre um desafio para todos os homens de boa vontade, que querem fazer desse mundo um lugar habitável e digno para todos.
Diante dos olhos do Menino Deus, todos nós somos iguais, sem diferença de raça, sexo, cor ou posição social. Os laços de amizade entre os povos devem se estreitar, numa busca sincera de justiça, onde todos possam ter uma vida digna e feliz.
Esse homem Deus, o menino Jesus, nascido numa gruta em Belém, vem novamente mexer com nossas atitudes de indiferença, de passividade, de soberba, orgulho, auto-suficiência e vem nos trazer a proposta de uma nova humanidade. É preciso que nós continuemos a acreditar que é possível o mundo transformar.
Somos chamados a abrir as portas de um novo tempo, onde reine a fraternidade entre os povos, a harmonia nas famílias, a busca continua de um encontro consigo mesmo, que se espalha num encontro de paz com os outros.
Não bastam palavras, apenas cumprimentos de feliz Natal, que acabam desgastando o verdadeiro sentido desse tempo. Faz-se necessário a mudança de atitudes, indo ao encontro do outro, num desejo sincero de perdão, reconciliação e vivência fraterna. O que realmente o natal nos ensina é que um abraço, um aperto de mão, um sorriso, podem ser decisivos para a construção de um mundo melhor, porque são sinais de um amor verdadeiro e sincero.
O Natal surge então como um tempo especial para mudanças, para renovarmos a nossa vida, porque o verdadeiro natal passa pelo coração, pela mudança de atitudes, pela busca sincera da vivência dos valores evangélicos, pela renovação interior e o desejo autêntico de sermos construtores do Reino de Deus.
Desejo sinceramente que o esse espírito natalino se faça presente em nossa vida pessoal, familiar e comunitária. Vamos acreditar que é possível construir um mundo de irmãos, e fazer das nossas vidas uma continua renovação e esperança de tempos melhores. É isso que deve mover a nossa vida, as nossas ações, a nossa luta diária e continua. É essa a lição que o Menino Deus vem novamente instaurar em nosso meio, tocando os nossos corações.
Feliz e abençoado natal para todos os homens de boa vontade.
Dr. Pe. André Marmilicz


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Natal

NATAL ENCONTRO COM CRISTO

O Novo Testamento registra encontros fascinantes e decisivos entre as pessoas e Jesus. O homem moderno aprecia, valoriza e necessita de encontros, de comunicação interpessoal, de aceitação de uma presença, de uma experiência de amizade.
Natal cristão é encontro pessoal com Jesus Cristo, o amigo por excelência porque é o salvador. No rosto de Cristo, o homem sente-se atraído para Deus e impelido para encontrar os irmãos. No olhar de Jesus Cristo, descobrimos quem é Deus e quem nós devemos ser. Jesus é o nosso verdadeiro eu e fascinação da humanidade.
O Documento de Aparecida focaliza algumas características dos encontros com Jesus de Nazaré. Primeiro, um encontro vivo. É uma experiência vital entre um eu e um tu. É um acontecimento que arrebata, fascina, transforma. Um encontro que impacta e causa assombro, admiração, encantamento. Segundo, um encontro decisivo. Que o digam a samaritana, Zaqueu, Maria Madalena, Nicodemos, Paulo e os milhares de convertidos, como também, nossos santos e mártires. Encontrar Jesus foi decisivo em suas vidas.
Terceiro, um encontro persuasivo. Provoca fé, opção, seguimento, rendição. Sentimo-nos conquistados por Cristo Jesus, assumimos seus pensamentos, seus sentimentos, seus critérios, suas atitudes, seu destino. Quarto, um encontro fundante. Jesus Cristo é o fundamento, a raiz, a rocha do nosso existir. Nele encontramos a verdade, a vida, o caminho, a direção, a bússola.
Quinto, um encontro fascinante. Encontramos em Jesus o tesouro, a felicidade, a prioridade de nossas vidas. Ele o Primeiro e o Último. “Nada antepor a Cristo Jesus” dizia São Bento. Podemos assim conhecer Jesus internamente, amá-lo ardentemente, segui-lo generosamente e anunciá-lo corajosamente.
Sexto, um encontro profundo. Tal encontro acontece no íntimo do coração, cria vinculação, intimidade, amizade com o Filho de Deus. Tudo isso torna a vida bela, grande e livre. Jesus Cristo promove, eleva, enaltece a vida humana. Tão profundo é este encontro que nos permite ver Jesus, viver com Jesus, ser como Jesus e permanecer com Ele.
Sétimo, um encontro irradiante. Trata-se de uma experiência inesquecível, envolvente e contagiante porque irradia entusiasmo, alegria, paz. Não é possível esconder o que aconteceu, pelo contrário, a divulgação, o testemunho, a missão evangelizadora torna-se irresistível. “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”  atestam os Apóstolos. Jesus Cristo é então seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado.
Oitavo, um encontro fecundo. Produz frutos de conversão, transformação da realidade, promoção humana, profetismo, consciência social, opção pelos pobres, defesa da vida, implantação do reino de Deus. Não é um encontro íntimista, mas, comprometedor, e transformador.
Nono, um encontro libertador. Livres do mal, do egoísmo, do comodismo, podemos servir os irmãos. Percebemos que diante da idolatria, Jesus apresenta o Pai como bem supremo. Diante do erotismo, Ele pede oblação, renúncia e doação de si. Diante do individualismo, Jesus de Nazaré nos convoca à comunhão fraterna. Diante da exclusão, ele defende os fracos e a vida digna. Diante da natureza ameaçada, O Filho de Deus fala do cuidado que o Pai tem pelas criaturas.
Neste Natal procuremos estabelecer um encontro com Jesus para superarmos o cristianismo anêmico e o catolicismo pagão que acontece ao nosso redor. O Natal deste ano tem um toque especial porque acontece dentro do Ano da Fé. Foi exatamente a fé que propiciou o encontro dos pastores e magos com Jesus, a “Criança de Belém”. Os pastores voltaram maravilhados e os magos voltaram por outro caminho, porque Jesus é o caminho, a verdade, a vida.

Dom Orlando BrandesArcebispo de Londrina
Folha de Londrina, 15 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Natal

Novena em preparação à Festa do Santo Natal

Ó Jesus, Sabedoria incriada, Sol de justiça e Esplendor da luz eterna,
que quisestes assumir a natureza humana para recuperar às nossas almas
o dom inapreciável da vida divina e readmiti-las à herança do Paraíso,
o nosso coração se enche de alegria e de gratidão ao relembrar
o mistério da vossa Encarnação.

Nós vos desejamos, ó Divino Salvador, com o ardor dos patriarcas e dos profetas,
que viveram na esperança da Redenção prometida, e nos unimos aos sentimentos
inefáveis de Maria, vossa Mãe dulcíssima, na espera do vosso Nascimento.

Vinde, ó Senhor, dissipai as trevas do egoísmo e do erro, e levai-nos
à imitação das vossas virtudes.
A vossa humildade cure o nosso orgulho, a vossa pobreza nos desapegue
de todas as coisas terrenas e nos una a vós, nosso único bem.

E quando os Anjos, extasiados diante do mistério da vossa Natividade,
cantarem “Glória a Deus e paz aos homens”, fazei, ó Divino Redentor,
que nossos corações sejam inflamados do desejo de vossa glória e da verdadeira paz,
com Deus e com os irmãos, no vínculo daquele amor que vós
vos dignastes ensinar aos homens com vossa vinda. Amém.
Fonte: Apóstolas em Oração

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Natal

Aconchego de Paz

A paz que você tanto almeja faz morada em seu coração e anseia por fazer-se sentir em seus relacionamentos consigo mesmo, com o mundo e com Deus.

Acalente a paz!  Vez por outra, distancie-se de fontes de barulho e mergulhe no silêncio. Ouça Deus que fala no esplendor da Criação, no âmago de seu coração e lhe faz o convite: "Venha a um lugar deserto..." Acalente a paz ouvindo os sons da natureza ou estilos de músicas que acalmam, relaxam e harmonizam.

Alimente a Paz! Considere suas leituras, diversões, o uso que faz dos meios eletrônicos e questione o que disso resulta para seu sistema nervoso, seu modo de pensar, sentir e agir. Alimente a paz fazendo escolhas inteligentes. Que tanto seu corpo quanto sua mente e espírito tenham alimento e tratamento saudáveis.

Repense a Paz! Mostre compreensão para consigo e para com quem lhe causa alguma ofensa ou agressão. Espere que se acalmem as tormentas, e que não afetem suas reações.
Experimente ler nas entrelinhas, olhar os acontecimentos com os olhos de Deus, ir além das aparências, devolver recados amorosos, lembrando Cristo que disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".

Acorde a Paz! Avalie seu envolvimento em tantas atividades e ofereça mais tempo para ouvir o que seus familiares, amigos, vizinhos e colegas têm a dizer. Há preciosidades no passado, tesouros de família que fazem parte de sua história e, cujo resgate, podem dar novo sentido à sua vida. Lembre-se: Você faz parte de um todo, interage com muitas pessoas, mas as mais próximas  são as que têm a possibilidade de ajudá-lo.

Reconsidere a Paz! Experimente encontrar tempo e jeito de aproximar-se dos atarefados, cansados e nervosos; oferecer companhia de silenciosa espera, lembrando o Mestre que disse: "Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados... aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". Saboreie a prosa e a poesia, os serões na varanda, o jantar à luz de velas, passeios ao luar, artesanato, histórias, canções e brincadeiras.

Acolha a Paz! Aquiete-se! Encontre tempo e espaço para Deus e sintonize com o infinito.
Ouça a voz dos Anjos em coro: "Glória a Deus nas Alturas e Paz aos homens de boa vontade"!

Aceite o abraço da graça, da misericórdia e do perdão, da reconciliação e da paz. Abra os ouvidos de seu coração para a voz do Ressuscitado que ainda repete: "Dou-vos a paz, deixo-vos a minha Paz"

Você é um presente de Deus para nós! Areje sua morada interior, limpe as vidraças, deixe o sol fazer festa nas arestas do seu coração. Convide o luar ou as estrelas para brincarem de acender centelhas de risos, centelhas de fé.
Embrulhe-se em delicadezas e simplicidade e prepare-se para receber JESUS - o Príncipe da PAZ.  Em cada celebração de Natal, Ele pede amorosamente, acolhida e pousada em seu coração, morada preferida de Deus.

Tenha um Natal cheio de luz, cheio de amor e bondade, em aconchego de paz, no Coração Divino-Humano do Aniversariante - JESUS!
Texto de © Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal

NATAL: “esse Menino já deu o que falar!”

“Este amor sublime sentado na manjedoura do meu peito, este amor belo enrolado nas vestes da minha sensibilidade, este recém-nascido delicado, inclinado no peito de minha alma, fez das minhas tristezas, alegrias; do meu desespero, glória; da minha solidão, paraíso”  (Gibran Kalil Gibran)

Como cristãos, normalmente pensamos Deus em chave de poder, onipotência, eternidade, imutabilidade...
No entanto, no Natal somos convidados a entrar numa gruta para olhar e contemplar o rosto de uma criança; se esse Menino é Deus-conosco, feito um de nós, então Deus é diferente daquilo que espontanea-mente tendemos a pensar d´Ele. Só nos resta descrevê-lo como Amor que “desce”, Amor que une sua sorte com a nossa, Amor compassivo e entregue ao mundo.

A “Criança de Belém” não nega que Deus seja eterno, onipotente, etc., mas como qualificativos do Amor. O fato de Deus ser assim é uma revelação escandalosa. É o Messias que vem na contra-mão de nossas expectativas, ensinando que nós – e não Ele – é que devemos mudar nossa visão acerca de Sua pessoa. Sim, porque é tentação permanente pretender que o Messias seja conforme à nossa imagem e semelhança quando, na verdade, o processo deve ser inverso.
Com seu Nascimento Jesus abala muitas certezas e quebra uma lógica e uma visão de Deus que nos escandaliza. Por isso, a voz que ressoa no meio da noite do Natal avisa aos pastores não somente que o Salvador nasceu em Belém, senão que O encontrarão, enrolado em panos e reclinado sobre palhas, numa manjedoura. Se a voz não lhes tivesse anunciado esse detalhe, com certeza, ao correr até Belém e encontrar o Menino em tais condições, os pastores teriam dito imediatamente: “Equivocamos, não é este. Como pode um Salvador aparecer assim?”

 O fato de que Deus tenha decidido salvar-nos a partir de uma gruta que recolhia animais é, sem dúvida alguma, a revelação mais desconcertante d’Ele. Nosso Deus é certamente contracultural, inesperado, surpreendente, não corresponde às idéias que forjamos d’Ele, é diferente, não é óbvio que Ele seja assim.
No Natal dá-se um paradoxo: a grandeza de Deus encarnada na pequenez de um menino.
Deus não vacilou em acolher a condição humana, às vezes trágica e em muitos aspectos absurda. Na Encarnação tomou nossa humanidade. E ao “humanizar-se” Deus não mutilou o ser humano. Assumiu tudo o que é humano e nos engrandeceu. Não somos “grandes”  por nós mesmos, mas por e com Deus.
O pecado do ser humano é querer ser grande sem Deus, sem comunhão, isoladamente.
A grande diferença entre Deus e o ser humano é que enquanto Deus vem “descendo”, o ser humano quer subir, subir e subir. Por isso, para encontrar Deus temos de empreender um caminho de “descida” em direção à nossa própria humanidade.

É preciso estarmos abertos para as surpresas de Deus!
Entremos, pois, na gruta, mas não de qualquer maneira. Estamos frente a um mistério santo: Deus se fez um de nós, compartilha nossa pobreza e precariedade. Aqui só tem lugar as atitudes interiores e corporais de agradecimento, humildade, reverência e serviço.
Quem contempla, longa e amorosamente, a Jesus na manjedoura experimenta que algo o move a mudar dentro de si: uma mudança de sonhos e esperanças, uma mudança no modo de situar-se no mundo, de relacionar-se com os outros, consigo mesmo e com Deus.
Aqui está enraizada a convicção de que Belém pode mudar nossa vida. O “mistério” contemplado atinge as camadas mais profundas do afeto e do coração, gerando novidade em nossa vida cotidiana.

Durante uma noite silenciosa em Belém, uma criança nasceu e quase ninguém o percebeu. Somente aque-les que possuíam um coração aberto: os pobres. A luz e a voz põem os pastores em marcha. Preciosas mediações que mobilizam sua busca e direcionam suas vidas para o encontro. Os sinais são mínimos, cotidianos, demasiado simples. Não teriam visto nascer outros meninos de noite e em condições de pobre-za? Por quê aquele ia ser diferente? Como poderia esse indefeso menino trazer tanta alegria e paz...? Precisam ir juntos para descobri-lo: Vamos até Belém e vejamos o que aconteceu”.
Há muito que ver em Belém, mas nem todos os olhares poderão acolher o que ali acontece. Há olhares opacos que não se alegrarão, olhares desconfiados que não o entenderão, olhares frios que não vibrarão com a novidade da gruta... Somente os olhares dos pobres e pequenos se admirarão, e a paz do coração será sua recompensa.
“Ver de novo”, ver outras coisas diferentes daquilo que estamos acostumados a ver é também “nascer de novo”. É preciso despertar o “pastor interior” que há em nós, nossa capacidade de atenção à vida, de buscar com outros, de deixar-nos surpreender diante da presença despojada de Deus.
A “Criança de Belém” é também uma nova revelação de quem é o ser humano: ele não é fruto do acaso, nem é uma “paixão inútil”.
Deus se “fez tecido humano”, revestiu o ser humano de sua própria glória; no nascimento de Jesus é revelada a grandeza, a dignidade, o mistério inesgotável do ser humano. Somos seres “visitados por Deus” e isto nos dignifica; nossa humanidade foi divinizada pela “descida” de Deus.
Diante do mistério do Nascimento, S. Inácio nos convida a “olhar as pessoas: Nossa Senhora, José, a criada e o Menino Jesus...” (EE. 114).
O que faz essa pobre “criada” no texto inaciano? Será que ela não representa todos os excluídos de nossa sociedade? Contemplar o rosto do Menino “dá muito o que falar”: tal atitude nos move a cuidar da “imagem divina” nos rostos desfigurados pela fome e pobreza, rostos aterrorizados pela violência diária, rostos angustiados dos menores carentes, rostos dos anciãos cansados e excluídos, rostos das mulheres humilhadas e ofendidas... É no compromisso com o ser humano desfigurado e marginalizado que descobrimos a chegada do Messias e sua presença em nosso meio. Ele é o termômetro de nossa fé.

Em Belém somos pacificados de nossas ansiedades e pressas de fazer mais e de conseguir mais, de nossa ânsia de poder e de acumular...; e, se permanecermos em silêncio ali, diante do “menino deitado no presépio”, brotará em nós um “desejo profundo de ser”: de ser aquilo que já somos no rosto aberto daquele Menino, ou seja, simplesmente humanos.
Ditosos somos nós se podemos saborear e abraçar a paz do coração que este Menino traz e oferecê-la largamente para que outros possam também receber seu dom; sem defesas, sem preços, sem temores.
A “memória agradecida” do tempo do Natal nos abre os olhos e todo o nosso ser para  o grande presépio que é realidade, grávida de ricas possibilidades e novidades, de sorte que nos associemos à grande “descida” do Messias para comunicar Vida em Plenitude.

Textos bíblicos:  Fil. 2,5-11   Lc. 2,1-20

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Natal

Celebração de Natal em família - 2011
Preparação do ambiente: Uma vela, a imagem do Menino Jesus,
flores ou enfeite de Natal.

Dirigente: Estamos reunidos para celebrarmos a grande festa do Natal. A festa do amor, da luz, do carinho, da solidariedade.
Criança: E o que celebramos, neste dia?
Dirigente: Tudo começou assim: no começo do mundo, não havia luz, não havia vida, tudo era inerte, parado. Era o Nada. Mas, o amor quis fazer sua morada por isso Deus disse:
Voz 1: Façam-se a luz, as estrelas, o sol, a lua, as plantas, os animais, o céu, o mar, e Deus viu que tudo era bom.
Voz 2: Criou a terra e nela colocou o rei da criação: o homem. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Assim, o homem tornou-se a obra mais importante do Criador, o reflexo de seu mistério de Amor.
Dirigente: E o mundo era tão bonito! Mas, a ganância dos homens, a inveja, a rebeldia, estragou toda esta beleza e a obra de Deus foi ofuscada, danificada. O pecado entrou no mundo e estragou a imagem de Deus impressa no homem, desfez a criação. O mundo não era mais o mesmo.
Voz 1: E, como Deus ama seu povo, ofereceu seu Filho, Jesus, para resgatar a pessoa humana do pecado.
Voz 2: O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam na região tenebrosa resplandeceu uma luz (Eclo,16-2).
Dirigente: Para mandar seu filho ao mundo, Deus escolheu uma moça virgem da cidade de Nazaré, chamada Maria. Enviou um anjo para anunciar à Maria esta grande novidade.
Voz 1: José era da descendência de Davi. Foi por isso que veio até a cidade de Davi, chamada Belém, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.  Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias de Maria dar à luz e foram procurar uma hospedagem, mas ninguém abriu as portas, e Jesus teve que nascer numa gruta que abrigava os animais.
Dirigente: Hoje, Jesus quer nascer também em nosso coração. Ele quer ser Luz que ilumina nosso caminho. Por isso vamos acender a vela, (uma pessoa da família acende a vela) para que ela ilumine simbolizando o desejo que temos que Jesus ilumine nossa vida e a vida daqueles que estão próximos de nós.
Todos: Vem, Jesus e ilumina nossa vida!
Voz 1: Vem. Jesus nos ensinar como viver a fraternidade e o amor! 
Todos: Vem, Jesus e ilumina nossa vida!
Voz 2: Vem, Jesus trazer paz e harmonia para nossa família e às famílias do mundo inteiro!
Todos: Vem, Jesus e ilumina nossa vida!
Voz 1: Vem Jesus, cuidar de todas as crianças desamparadas, que passam fome e que ficam órfãs por causa das guerras e dos terremotos!
Todos: Vem, Jesus e ilumina nossa vida!
Dirigente: Senhor, nesta noite santa, depositamos diante da tua manjedoura todos os sonhos, todas as lágrimas a e esperanças contidos em nossos corações. Pedimos por aqueles que choram sem ter quem lhes enxugue uma lágrima. Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor. Suplicamos por aqueles te buscam sem saber ao certo, onde te encontrar. Para tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar.
Voz 2:  Abençoa, Jesus Menino, cada pessoa do planeta Terra, colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé.
Voz 1: Vamos agora lembrar as pessoas que nós queremos que Jesus abençoe,  neste Natal. (Dar espaço para que os participantes digam em voz alta o nome das pessoas)
Dirigente: Natal é ternura, saudade, alegria, fé, esperança, paz e amor. Um Deus feito criança, reclinado no presépio. Natal é Deus dizendo ao homem: “Eu te amo, abraço-te, beijo-te e ficarei contigo”.
Criança: Como é bom celebrar o Natal em família!
Dirigente: Sim, pois acreditamos que é Jesus que nos une; vamos nos dar um abraço, desejando-nos um Feliz Natal cheio de Paz, de alegria, de perdão e de esperança. E que este abraço se estenda a todas as pessoas que amamos.
(Enquanto as pessoas se abraçam coloca-se uma música de Natal.
Sugestão: “Noite Feliz”)
O Sagrado – Rede de Educação deseja a toda Comunidade Educativa um abençoado Natal 2011 e um ano 2012 pleno de bênçãos!

                                                   
(Celebração elaborada por Ir. Marinês Tusset, ASCJ)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Natal

 - Em Família, neste Natal,
Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida!

Texto: Ir. Neli Faccin, ASCJ

Canto: Hoje é dia (Acácio Santana)

Hoje é dia da gente se encontrar, hoje é dia da gente resolver:
O Senhor no mundo quer morar, o que é que vamos responder?
É natal, é natal! O Menino Jesus já nasceu.
É natal, é natal! E no meio de nós quer viver.


Dirig: Nossos corações se enchem de alegria e esperança ao virmos os primeiros anúncios natalinos

Voz 1: As luzes e as melodias natalinas têm algo de misterioso que vai além do simples consumismo comercial...

Voz 2: Há algo que nos faz olhar para frente e para longe, como quem busca, espera... por algo mais que a um PRESENTE...

TODOS: Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida, no centro de nossa família!

Voz 1: Enfeites e símbolos natalinos despertam alegria e expandem o olhar para além das estrelas...

Voz 2: A ternura das pessoas encanta e nos faz vibrar na expectativa de um acontecimento esplendoroso!

TODOS: Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida, em toda família solidária!

Voz 1: O amor à família e o carinho pelos amigos, sentidos no Natal, parece revelar nosso desejo de uma fraternidade sem muros, sem discriminação, sem distâncias...

Voz 2: O desejo de celebrar, a alegria de se encontrar e a paz do lar revelem a todos que Jesus, o nosso Salvador, nasceu na "Belém" da nossa família, que se abre para acolher e ajudar irmãos que não têm onde nascer, não têm o que comer, não têm onde viver...

TODOS: Queremos revelar Jesus, Caminho, Verdade e Vida, em nossos gestos de doação e gratuidade para com os nossos irmãos!

Voz 1: Celebrar o Natal é celebrar o infinito Amor de Deus Pai que nos envia seu Filho amado, predileto, para nos devolver a dignidade de filhos, perdoando os nossos pecados, salvando-nos.

Voz 2: Celebrar o Natal é celebrar o nosso Deus que toma forma humana, para que O possamos reconhecer como irmão e em nossos irmãos.

TODOS: Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida em todas as famílias, crianças, adolescentes, jovens e idosos que, saindo de si mesmos, colaborarem para um Natal sem fome, um Natal de paz, um Natal de amor! Queremos ver Jesus!

Cantemos ou recitemos:
Natal é vida que nasce (Acácio Santana)

Natal é vida que nasce. Natal é Cristo que vem.
Nós somos o seu presépio e a nossa casa é Belém.


Deus se tornou nossa grande esperança e como criança no mundo nasceu.
Por isso vamos abrir nossa porta, a Cristo o que importa é conosco viver.

Deus infinito aos homens se iguala e a todos só fala palavras de paz.
Quer ser o nosso irmão mais fraterno de seu reino eterno herdeiro nos faz.

Canto: Noite Feliz (F. Gruber)

Noite feliz! Noite feliz! Ó Jesus, Deus da luz, quão afável é teu Coração
que quiseste nascer nosso irmão. E a nós todos salvar, e a nós todos salvar.

Noite feliz! Noite feliz! Eis que no ar vêm cantar aos pastores os anjos dos céus,
anunciando a chegada de Deus. De Jesus Salvador, de Jesus Salvador.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Natal

2 - Celebração de Natal Dirig: Nesta noite santa, celebramos na alegria, na fé, na esperança e no amor, o Nascimento de Cristo Jesus, nosso Salvador.
Lembrando um Deus que se fez criança, pedimos que Ele povoe de silêncio e de esperança o espaço que preparamos dentro de nós. Que a mensagem do Natal desabroche em momentos de solidariedade e o nosso pedaço de chão se torne um espaço mais humano e mais divino, porque Jesus, o Filho de Deus, nascido de Maria, veio morar entre nós, ensinando-nos a enxugar as lágrimas e a repartir os sorrisos que brotam do coração, onde um dia foi semeada a Fé.
Que Jesus Cristo nos ajude a crer que ainda é tempo de sonhar com a paz!

Voz 1: A celebração do Natal de Jesus convida-nos a renascer por meio de gestos e palavras, que tornem visíveis nosso renovado desejo de dar rumo novo à nossa vida.

Voz 2: Ao enviar seu Filho ao mundo, o Pai quis revelar-nos seu imensurável amor, sua divina ternura e misericórdia para conosco.

Voz 3: Amor que se torna concreto no mistério da Encarnação, nos envolve e nos interpela a sermos também ternos e solidários para com nossos irmãos.

Dirig: Contemplemos o Deus que se fez Menino, e numa prece suplicante rezemos:

Voz 1: PaAra estabelecer teu Reino de Paz entre os homens.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Voz 2: Para que a humanidade se oriente pelos caminhos da justiça e da fraternidade.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Voz 3: Para que em nossa família possamos viver o amor, o acolhimento e o perdão.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Voz 1: Para que este Natal nos ajude a caminhar na fé, na esperança e na caridade.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Voz 2: Para que renovemos cada vez mais nosso empenho em viver os valores cristãos.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Voz 1: Para que sejamos portadores da luz que nos trouxeste com teu nascimento.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Voz 2: Para nos orientar na vivência da misericórdia e da compreensão.

Todos: Vinde, Senhor Jesus.

Dirig: "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz... Um menino nos nasceu... Um filho nos foi dado...Ele se chama conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da Paz". (Is 43,16-20)

Voz 1: Ao saberem do nascimento de Jesus, os pastores seguiram rumo a Belém para prestar uma homenagem de adoração, no silêncio e recolhimento daquele santo lugar. Silenciemos nosso coração e agradeçamos ao Pai que nos enviou Jesus. (momentos de silêncio)

Voz 2: A celebração do Natal traz-nos à mente e ao coração o sentido profundo da nossa esperança e a certeza de que Deus está conosco .

Voz 3: Abramos nossos corações à alegria. Preparemos um lugar digno em nossos corações e em nosso lar, para acolhermos Jesus que vem, neste Natal. Estejamos atentos às manifestações de Deus, que acontecem de muitos modos.

Todos: Vinde, Jesus! Que a vossa graça esteja sempre conosco e que possamos esperar, vigilantes, vossa chegada em nossa vida.

Canto: Noite Feliz! Noite Feliz!
Juntemos nossa voz às vozes que, em diversos pontos do mundo, nesta noite santa, fazem ecoar a tão conhecida canção de Natal - Noite Feliz.

Noite Feliz
Noite feliz, noite feliz! O Senhor, Deus de Amor,
Pobrezinho, nasceu em Belém. Eis na lapa Jesus, nosso Bem,
Dorme em paz, ó Jesus! Dorme em paz, ó Jesus!

Dirig: Natal é tempo de partilha da bondade, do amor, do afeto e da vida. Natal é a comunhão na fé, é tempo de fraternidade e de encontro. Na alegria da certeza da presença de Jesus entre nós desejemos uns aos outros a sua paz.
Celebrando, na alegria, a Encarnação do Verbo no mistério do Natal, desejamos a todos: alegria e paz, na noite santa do Nascimento de Jesus, e felicidade e paz em todo o Ano Novo.

Natal

1 - Natal em Família
Celebração da Luz A LUZ olhou para a Terra, viu as trevas e disse: "Quero iluminá-la!"
A PAZ olhou para Terra, viu a guerra e disse: ”Quero pacificá-la!"
O AMOR olhou para Terra, viu o ódio e disse: "Quero amá-la!"

Foi então que apareceu a LUZ e inundou a terra. Apareceu o AMOR e nasceu a VIDA.
E, na plenitude dos tempos, o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”

Ao celebrarmos o nascimento de Jesus, fazemos votos que o Espírito do Natal permaneça em todos os corações, em todos os lares. Que o Amor seja a marca mais profunda em tudo que for planejado, realizado e vivenciado no ano que está por vir!

Feliz Natal, pleno das bênçãos e graças de Deus que um dia se fez Menino e veio morar entre nós!
São os votos das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, para todos que fazem parte de nossa vida e missão. Nesta noite gloriosa, permaneçamos unidos na alegria, no amor, na fraternidade e na oração!!

Com a família reunida, façamos a celebração da LUZ.
(Preparar uma mesa, com a imagem do Menino Jesus, flores e vela acesa.)

Dirigente: Nossa família se reúne nesta Noite Santa, para celebrar o Natal com o coração pleno de gratidão, porque Deus nos enviou Seu Filho para nossa a Salvação.

Todos: Senhor, obrigado pelo teu nascimento! Obrigado porque deixaste a morada celeste e vieste armar tua tenda entre nós, na Belém de nossa família. Nós te acolhemos com amor.

Dirigente: Nosso coração se enche de alegria nesta noite, pois ouvimos mais uma vez a mais bela notícia de todos os tempos.

Leitura e reflexão: Lc 2,1-20

Dirigente: Há mais de dois mil anos, em Belém, num lugar humilde, entre os pobres daquela terra, Deus entrou em nossa história, na simplicidade de um bebê, sob a forma de um menino pequenino e frágil, mas tão forte que fundou o reino mais poderoso de todo o Universo - o Reino do Amor.

Pai e Mãe: Jesus, “LUZ” de nosso lar, queremos colocar nossa vida e a de nossos filhos sob a tua proteção.

Todos: Neste Natal queremos acolher a tua Luz, que é a Verdade e o Amor, dando-nos força e coragem de sermos teus.

Pai ou Mãe: Por isso te pedimos, Jesus:

Todos: Derrama a Luz da tua Paz sobre cada um de nós, aqui reunidos.

Pai ou Mãe: Acolhe, Jesus, nosso pedidos... (cada um pede o que deseja)

Pai ou Mãe: Que a tua Luz destrua as trevas! Ensina a perdoarmo-nos uns aos outros, a sermos cada vez mais irmãos, filhos do mesmo Deus e Pai. De mãos dadas, rezemos a oração que Cristo nos ensinou:

Todos: Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome...

Pai ou Mãe: A Luz é o símbolo de Jesus, que nasce em nossos corações, neste Natal, por isso, rezemos:

Todos: Deus da “LUZ,” percebemos que és a vida, que em ti reside a felicidade. Pedimos-te a coragem de ser luz, de assumir com amor a missão de semear o bem e a paz. Sê o nosso Tesouro, cujo brilho converte o nosso coração, para que assim tua Luz resplandeça com maior força em nós e em todas aquelas pessoas que caminham conosco. Amém.

Canto: Noite Feliz, Noite Feliz! Ó Senhor, Deus de Amor. Pobrezinho nasceu em Belém. Eis na lapa Jesus, nosso bem. Dorme em paz, ó Jesus! Dorme em paz, ó Jesus!

Pai ou Mãe: Que nossa família aprenda as lições do Mestre da Vida - Jesus! Que nossa família aprenda a partilhar, a perdoar, a construir o Reino do Amor e da Paz, na certeza de que Jesus é o centro do nosso Natal e a Luz de nosso lar. Tenhamos todos um Natal de Amor, um Natal de Paz, Um Natal de Luz! Desejemos uns aos outros a paz de JESUS!!

Feliz Natal e abençoado Ano Novo!
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