Teológico Pastoral

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

AMIGOS SÃO COMO ANJOS


Como passageiros no trem da vida, tantas coisas marcam a nossa existência, comovem o nosso ser, elevam nossa alegria e nos fazem pessoas melhores. Mas nada marca tanto a nossa vida como os amigos sinceros, verdadeiros, com os quais possamos contar em todos os momentos, nos bons e nos maus. Eles estão prontos a nos socorrer, a nos auxiliar, a dar uma palavra de consolo, de conforto, de encorajamento, sobretudo na hora da dor. Nas horas alegres e festivas da vida, é muito prazeroso estar com os amigos e desfrutar da sua sempre agradável companhia. Com eles nós vivemos mais e nos sentimos mais felizes e realizados.
            Na Bíblia nós encontramos passagens que enaltecem a presença de um amigo, a ponto de dizer que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro. E põe tesouro valioso nisso, o qual vale a pena ser guardado a sete chaves. Amigo é coisa prá se guardar no lado esquerdo do peito, como algo impagável, pois o seu valor nenhum dinheiro pode comprar. Nós compramos tantas coisas, mas o dinheiro não consegue fazer amigos, pois eles só são verdadeiros quando nascem e crescem, se desenvolvem e permanecem na gratuidade.
            Amigos são como anjos que surgem na hora certa, quando você menos espera, levantam o seu astral e fazem acreditar que é preciso continuar. Eles são um verdadeiro sustentáculo, com os quais você pode sempre contar. Eu não canso de dizer que a coisa mais linda e preciosa nesse mundo são os amigos que você vai encontrando ao longo da sua vida. Eles são tão imprevistos, e por isso, fazem toda a diferença.
            Os amigos se protegem, mesmo quando discordam de algum ponto de vista. Mas é apenas a vista de um ponto, porque nada poderá romper o ligame que une os grandes amigos. Eles podem estar longe ou perto, ficar tempo sem se ver, mas eles não morrem, porque a verdadeira amizade não morre jamais.
            Os amigos não são interesseiros no sentido de levar vantagem sobre o outro, mas o seu interesse é o bem do próximo, o seu crescimento e a sua realização. Vibramos, nos emocionamos, nos alegramos com as suas conquistas, como se fossem nossas. Choramos, sentimos a dor da derrota do amigo, como se fosse nossa derrota.
            Na vida tão passageira, o que vale mesmo são os amigos que vamos conquistando, mas sem forçar, sem obrigar, sem exigir nada em troca, pois a amizade vem da alma, da pureza do coração e só quer o bem e a felicidade do outro. Como são tristes as pessoas isoladas, fechadas em seu mundo, em seu pequeno lar, não partilhando nada com os outros. O fechamento, o isolamento, cria pessoas tristes, amargas, depressivas, sem garra e entusiasmo, porque lhes falta um ombro amigo, uma mão protetora, um abraço sincero e verdadeiro.
            Cultive os amigos que você tem, e não deixe de expressar a eles o quanto são valiosos, o quanto é bom estar com eles, o quanto é gratificante dividir a sua vida na presença deles. Tudo passará, mas a amizade profunda é eterna e permanece para sempre. Aproveite os momentos que você tem com os amigos, e ria bastante, expresse os sentimentos, diga a eles o quanto é bom desfrutar da sua presença, seja jogando canastra, saboreando um churrasco, passeando juntos ou simplesmente estando juntos.
            Que Deus abençoe os amigos e as amigas, dando-lhes a paz, a serenidade e que vivam felizes, porque os amigos são um verdadeiro presente do céu.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Leitura Orante da Palavra de Deus


Leitura orante com enfoques específicos


Cresce cada vez mais na Igreja o exercício de Leitura Orante como uma das formas privilegiadas do encontro com a Palavra-Jesus.

Cada pastoral, cada grupo cristão busca a Palavra de Deus a seiva de vida para sua ação. 

Vejam por exemplo, a Leitura Orante realizada no dia 21/07 durante o 3º Encontro da Pastoral de Comunicação (PASCOM): o encontro de Jesus com a Samaritana na ótica da comunicação.


Mantra preparando ambiente: (mapa da palestina, jarras com água, potes de barro...)

Motivação: No momento mais quente do dia, à beira de um poço famoso Jesus pede de beber. Inicia-se um diálogo profundo que se torna vibrante como a fonte de água! 

 Vamos meditar uma das mais belas narrativas do 4º Evangelho: a conversa de um judeu com uma samaritana. A comunidade joanina é uma das mais distantes do acontecimento Jesus de Nazaré... poucas pessoas eram testemunhas oculares de Jesus. Jesus morreu pelo ano 33 e o evangelho foi concluído por volta do ano 100 da era cristã.

O evangelho de João é cheio de simbologia (que comunica muito!),  mas  é mais difícil de ser entendido.Símbolos, metáforas, comparações são  elementos importantes para esclarecer uma mensagem. Quanto símbolo fala mais que muitas palavras!!!!

O capítulo 4, 1-30 narra a conversa entre Jesus e a samaritana. A conversa foi difícil: tanto para Jesus quanto para a samaritana. Os dois tiveram que superar algumas barreiras. Jesus se encontrava em um ambiente estranho... fora de casa... de sua cidade...(precisava passar pela Samaria – Jo 4,4).  A samaritana estava em seu próprio ambiente... ambiente de sua casa e do seu trabalho. Mas, por ser mulher, ela não podia conversar com um homem estranho, judeu e de outra religião. Mesmo assim, os dois tentaram superar barreiras... Depois de várias tentavas... a comunicação dialógica avançou significativamente e se estabeleceu uma comunicação interativa  entre os dois... Difícil acolher uma pessoa estranha e diferente  sobretudo quando se quer realizar comunicação que é comunhão de vida... interatividade....

INVOCAÇÃO DO Espírito Santo:A nós descei...

Vamos ouvir o texto que nos relata o encontro: Jo 4,1-30 

Refrão: Escuta Israel, o Senhor, teu Deus, vai falar...

Ler uma segunda vez a partir da ótica da comunicação, percebendo como vão se dando os passos comunicativos de forma crescente até constituir comunhão de vida: quem fala, para quem fala, sobre o que estão falando. Detenha-se sobre o que mais lhe chamou atenção no texto.

Momento de silêncio...

1º passo: Leitura: O QUE DIZ O TEXTO

RECONTAR O TEXTO: 

1- Jo 4,1-6: Palco/espaço onde se realiza o encontro: Jesus percebe que os fariseus podem irritar-se com a sua atividade batismal, ele sai da Judéia e volta para Galiléia. Assim ele evita uma briga religiosa (4,1-3). Ao voltar ‘era preciso que passasse pela Samaria... perto do meio dia... chega junto ao poço de Jacó... Cansado, senta-se perto do poço onde a samaritana vai encontrá-lo. O poço era o point dos encontros. Hoje quais são os lugares (físicos e virtuais) do encontro?

2- Jo 4,7-15: primeiro nível de comunicação: água e trabalho: água, corda, balde poço (eram os elementos que marcavam o mundo do trabalho da samaritana. Jesus é quem toma a iniciativa do diálogo... As barreiras se rompem... Ele vai ao encontro, assim como Deus tomou a iniciativa de vir ao encontro da humanidade, de se comunicar conosco, de vir  ao encontro de cada um de nós... Jesus parte de uma necessidade concreta, de sua sede e pede água... Pela pergunta, a samaritana percebe que Jesus precisa de sua ajuda para resolver o problema que é a sede! Com isso Jesus desperta nela o interesse/gosto para ajudar e servir. Desde o início da conversa Jesus usa a palavra água nos dois sentidos: normal (água que mata a sede) e simbólico (como fonte de vida e como dom do Espírito Santo prometido no AT – Zc 14,8; Ez 47,1-12). Aí aparece um primeiro ruído de comunicação: a samaritana só entende água no sentido normal: água que mata sede do corpo. Há uma tensão: Jesus tenta ajudar a samaritana a passar para outro nível de entendimento e a samaritana, por sua vez, procura levar Jesus a entender as coisas conforme o sentido que ela tem no cotidiano. Conclusão: por essa porta Jesus não consegue comunicar-se com a samaritana e o diálogo não avança...

3- Jo 4,16-18: segundo nível de comunicação: Marido ou família. Jesus manda buscar o marido. A resposta da samaritana não permite que Jesus estabeleça comunicação com ela; a reposta é seca: “não tenho marido”. E Jesus: “tá certo... tiveste cinco, e o que tens agora não é seu marido!”. Os cinco maridos evocam simbolicamente os cinco ídolos do povo samaritano (2 Rs 17,29-30). O sexto marido a que Jesus alude, provavelmente fosse João Batista venerado como Messias, ou a fé diferente dos samaritanos em Javé. 

4- Jo 4,19-24: terceiro nível de comunicação, a adoração. Até que enfim! Por causa da resposta de Jesus a samaritana o identifica com o Messias... Aí é ela quem começa a perguntar... a comunicação muda o rumo: onde adorar a Deus?  Em Jerusalém ou em Garizin?  Agora é Jesus que aproveita a porta aberta pela samaritana para comunicar-se com ela.  Ele estabelece interatividade dialógica, porta para a comunhão de vida, de comunicação. Primeiro Ele relativiza o lugar do culto: nem em Jerusalém, nem em Garizin, ou seja, aqui não há privilégio para os judeus! Em seguida Jesus esclarece que tanto judeu como samaritano adoram a Deus. A diferença é que os judeus adoram o que conhecem. Os samaritanos adoram o que ainda não conhecem... ‘pois a salvação vem dos judeus’! Jesus termina dizendo que chegará o tempo em que se poderá adorar a Deus em qualquer lugar, desde que seja em “espírito e verdade”.

5- Jo 4,25-30: quarto nível de comunicação, a revelação: “O Messias sou eu que estou conversando contigo”! A samaritana muda de novo o rumo da comunicação e passa para outro assunto, a esperança messiânica do seu povo (sei que vem o Messias!). E Jesus aproveita essa ‘deixa’ para se apresentar, para revelar-se, para comunicar-se no verdadeiro sentido da palavra: comunhão de vida que é compromisso entre ambos. (“Sou eu que estou conversando contigo”).  O diálogo é interrompido pela chegada dos discípulos (novo ruído: eles se admiram de Jesus estar conversando com uma mulher). A samaritana – que agora já não necessita mais do balde, pois encontrou a água viva – regressa para a sua aldeia e aí estamos no ponto alto do relato, o espetáculo da comunicação: a palavra de salvação se propaga; a samaritana se torna discípula missionária. Desperta a curiosidade dos samaritanos que dão seus primeiros passos ao encontro com Jesus. O diálogo de Jesus começou com a mulher, mas vai bem além dela: os samaritanos todos participam acolhem Jesus – a comunicação do Pai.

Refrão: ÉS ÁGUA VIVA, ÉS VIDA NOVA...

2º passo: Meditação: O QUE O TEXTO DIZ PARA MIM?

Colocando-nos no lugar da Samaritana, escutamos Jesus que nos pede água.  Qual é a água que ele nos pede?

• A samaritana se admira de que Jesus peça água a ela... afinal ela era a necessitada...
• Eu.. você.. temos nossas necessidades, nossas buscas, nossas sedes...e é Jesus que pede água. O que significa isso? Como Ele me pede de beber? O que significa essa insistência...
• “O senhor não tem balde para tirar a água...e o poço é fundo...” O poço de minha vida, de minhas buscas  e desejos é fundo. Como vou conseguir essa água da vida? Será que o Senhor é mais importante que Jacó? –
• Como a samaritana, deixemos que essas perguntas ressoem em nosso coração: Como vou conseguir essa água viva que me satisfaça? Será que Jesus não é mais do que eu sei e que os outros me comunicaram e comunicam? Que Jesus nós comunicamos? (Só o encontro profundo, íntimo revela quem Jesus é!
• “A água que eu lhe der se tornará nele (a) fonte de água viva” -  De que água eu estou bebendo para alimentar minha missão de comunicador/a?

Refrão: 

3º  passo: Oração: O QUE O TEXTO ME FAZ DIZER A DEUS

• È o momento da oração; do diálogo espontâneo e direto com Jesus. Ele que se apresentou como profeta, Messias, Comunicador da boa notícia da salvação para todos. 
• É o momento da comunicação mais profunda entre Jesus e eu.
• Ele me falou no texto lido; eu respondo em oração.
• Peça neste momento a água que você precisar para viver, para cumprir a sua missão de ser fonte para os outros....

4º passo: Contemplação: A QUE AÇÕES /COMPROMISSOS O TEXTO ME REMETE 

• Vamos contemplar/ encantar-nos com a beleza e a profundidade do texto e sua consequência para a missão de comunicadores/ comunicadoras.
• É o momento de silêncio profundo que também comunica... é o momento em que a palavra ouvida penetra minha vida e me sugere uma ação... mudança de vida... novo jeito de comunicar
• O momento do silêncio nos permite distinguir o importante, o essencial do acessório, do periférico... Quanto mais abundantes  a comunicação de mensagens e informações... mais necessários se fazem os  momentos de silêncio
• É no silêncio que se identificam os momentos mais importantes da comunicação entre aqueles que se amam
• Deixemo-nos amar por Deus... contemplemos esse amor  e de coração assumamos o que este amor nos propõe... 

Pai Nosso e Canto final: É como a chuva que lava...


Por Maria Cecília Rover
Assessora Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação 
Bíblico-Catequética 

domingo, 16 de outubro de 2011

Lectio Divina

Leitura Orante da Palavra de Deus

1 – Iniciar, invocando o Espírito Santo

2 – Leitura lenta e atenta ao texto


3 – Momento de silêncio interior, lembrar o que leu


4 – Ver bem o sentido de cada frase


5 – Atualizar e ruminar a palavra, ligando-a com a vida






6 – Ampliar a visão, ligando o texto com outros textos bíblicos paralelos






7 – Ler de novo, rezando e respondendo a Deus


8 – Formular um compromisso de vida




9 – Rezar um salmo apropriado


10 – Escolher uma frase como resumo para memorizar









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