Teológico Pastoral

Teológico Pastoral
Mostrando postagens com marcador Semana Santa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Semana Santa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de março de 2016

Domingo de Páscoa

JESUS RESSUSCITOU DE TANTO VIVER

“…e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo” (Jo 20,1)

O sentido do Evangelho do domingo de Páscoa é de uma riqueza extraordinária; ele começa realçando um amanhecer cheio de contrastes: escuridão, ida ao sepulcro, a pedra rolada, pôr-se a correr. Desconcerto. Ele não está. Quem O levou? Onde o colocaram?
Quando começa o amanhecer, a escuridão vai se dissipando. Mas ainda não se veem as coisas claramente. O coração anseia ver e encontrar. As sombras impedem ver; o sepulcro impede ver; as faixas impedem ver; as pressas impedem ver. Correm as mulheres; corre Simão Pedro; corre João.
No final, encontrar-se-ão com Ele quando estiverem quietos, a sós consigo mesmos.
Não é correndo que se experimenta a Páscoa; é na espera silenciosa que se encontra com o Ressuscitado. Pois é Ele quem toma a iniciativa, se apresenta e se dá a conhecer. Luminosa, amorosa, pacificadora, vi-brante, feliz, generosa, reconciliadora..., assim é a presença do Ressuscitado entre seus amigos e amigas.
Não encontraremos o Ressuscitado no sepulcro, mas na vida. Não encontraremos o Ressuscitado en-faixado e paralisado pela morte. Só poderemos encontrar o Ressuscitado livre como a brisa da vida.
Não “vemos” a Ressurreição contemplando os restos da morte; só podemos contemplar o Ressuscitado no mistério da vida. Pois só existe a Vida. E “Jesus ressuscitou de tanto viver”. Aquele que viveu tão in-tensamente não podia permanecer na morte. Por isso, só no compromisso com a vida é que podemos encontrá-Lo. A Ressurreição nos revela: só existe a Vida; só nos resta viver intensamente.

O relato do Evangelho do domingo de Páscoa é uma verdadeira catequese: para quem viveu a experiência, trata-se do “primeiro dia da semana”; para Maria Madalena, no entanto, ainda é de noite: “está escuro”. Sabemos que para o autor do 4º. Evangelho, a noite é sinônimo de obscuridade, confusão, ignorância; o “primeiro dia”, pelo contrário, faz alusão à “nova criação”.
Madalena levanta-se de madrugada, quando ainda está escuro; a dor por aquele que ama faz vencer o medo, coloca-a em movimento e põe-se a buscar . Não se resigna diante da ausência do seu amado, nem diante da idéia do fracasso e da morte.
Marida Madalena é boa companheira quando atravessamos circunstâncias de “vida sepultada”, quando não sabemos o que fazer diante da dor dos outros, quando estamos próximos de pessoas que vivem reali-dades de desesperança, de não ver saída, de “pedras” que vão sendo colocadas encima e deixam a vida paralisada; quando já estamos tentados a dizer: "não há nada que fazer”, “as coisas não vão mudar”.

Ao caminhar em direção ao sepulcro, lugar da morte e da desesperança, Maria Madalena é surpreendida ao observar que “a pedra tinha sido removida”, ou seja, que a morte tinha sido vencida. Ela busca deses-peradamente um corpo sem vida; enquanto assim busca não poderá reconhecer Jesus. Ele já não está onde não há vida, porque onde Ele aparece toda vida se levanta. Se Ele está no centro, há vida até no fundo dos sepulcros.
“A pedra tinha sido removida”: imagem instigante e que nos sugere algo profundamente sábio: debaixo de cada “pedra” que parece amassar-nos, há vida que quer ressuscitar.
Mais profundamente ainda, não há nenhuma “pedra”, nada que seja capaz de sufocar a vida. Qualquer “pedra” que nossa mente possa imaginar já foi “afastada”: o que somos, encontra-se sempre a salvo; a vida não pode ser derrotada.

Depois de ficar impactada diante do túmulo aberto, ela volta correndo à cidade para contar isso aos outros; é a primeira corrida de Maria Madalena.
Dois homens correm também para o sepulcro: um vê mas não entra, o outro entra e a princípio ainda não vê. Estão embaçados os seus olhos, é lenta a visão que busca um corpo conhecido, que pensa encontrar o já sabido, o já visto, o já esperado.
No final da corrida, uma tumba vazia, algumas faixas, um sudário e um vazio no coração. Pedro e João regressam pensativos ao refúgio, onde se encontram os outros discípulos.
O sepulcro vazio é um convite a saber olhar com o coração para poder descobrir, nas “faixas” e no “sudário” de nossa vida, o Ressuscitado, a Presença d’Aquele que é.
Ao chegarem ao sepulcro, Pedro e João não viram o Ressuscitado, mas “faixas” e “sudário”. Mas, tanto as faixas como o sudário não são elementos que por si mesmos fundamentam a fé na ressurreição.
Requer-se uma maneira de “olhar” que vai mais além da materialidade, ou melhor, que saiba descobrir nos sinais a Presença d´Aquele que está presente em tudo e tudo anima. Quem sabe “olhar” desse modo é “o outro discípulo, a quem Jesus amava”, a imagem do verdadeiro discípulo.

Sem dúvida só o amor nos capacita para um olhar contemplativo; por isso, o amor “corre” mais depressa que a autoridade. Vem à memória palavras como as de Pascal: “O coração tem razões que a razão desco-nhece”; ou as do Pequeno Príncipe: “O essencial é invisível aos olhos; só se vê bem com o coração”.
É que o amor, por seu próprio dinamismo integrador e unificador, nos faz descobrir a dimensão mais profunda da realidade que, de outro modo, nos escapa. Para quem tem olhar contemplativo, as “faixas” já representam um grande sinal: apontam para uma Vida destravada e plena.
 “Faixas” são todo desejo de superação, a vontade que sentimos de ser melhores, a aspiração por viver, o amor aos outros e a capacidade de perdão; o desejo de plenitude; a beleza daquilo que nos cerca; a vivência prazerosa, a esperança sustentada em meio ao sofrimento; o silêncio; a vivência do Presente; a oração; o encontro pessoal; a experiência de ser transformados; a mesa compartilhada...
À luz da Ressurreição, tudo isso ganha dinamismo e um novo impulso para viver em plenitude.

Diante da obscuridade daqueles que ainda não experimentaram o encontro com o Ressuscitado, as testemunhas proclamam: “Jesus ressuscitou” e “viver como ressuscitados” é a marca que identifica os(as) seguidores(as) d’Aquele que “ressuscitou de tanto viver”.
E essa é a Boa notícia que nada nem ninguém poderá arrebatar-nos. A Ressurreição não é simplesmente para ser contada, é para ser vivida; ou dito de outra maneira, não podemos contá-la sem ter ficado trans-formados, sem ter sido transpassados por essa experiência que rompe as fronteiras de nossa vida.

Texto bíblico:  Jo 20,1-9

Na oração: São nossas pequenas ressurreições cotidianas que falam da Ressurreição de Jesus; nas nossas res-
                     surreições descobrimos a presença do Ressuscitado. É em nossa vida onde O reconhecemos vivo. Somos testemunhas de sua ressurreição; somos testemunhas da nova vida; somos testemunhas do novo que está começando. Páscoa, luz expansiva que nos faz perceber em profundidade os sinais de Vida.
- Rezar as “faixas” e o “sudário” do seu cotidiano que apontam para a Vida plena.

             A todos aqueles(as) que hoje amanhecem “novos”, “criaturas novas”, uma Santa Páscoa.

                                                                       Pe. Adroaldo Palaoro sj






quarta-feira, 23 de março de 2016

6a.feira Santa

CRUZ: “Misericórdia vulnerável”

“No mesmo horizonte da misericórdia, viveu Jesus a sua paixão e morte, ciente do grande mistério de amor que se realizaria na cruz” (Papa Francisco – Misericordiae Vultus)

A CRUZ é o lugar por excelência da revelação visível da Misericórdia de Deus.
No mistério da Paixão do Filho se manifestou radicalmente a Misericórdia do Pai. Na Paixão encontra-mos a Misericórdia de um Deus que desceu e chegou até o extremo da fragilidade para manifestar a força reconstrutora de seu Amor.
A Cruz de Jesus expressa de maneira penetrante o Amor Misericordioso do Pai. Ela é revelação do Amor levado até às últimas consequências. Ela nos fala daquilo que Deus sente por nós.
                 “Deus é capaz de sofrer porque é capaz de amar. Sua essência é a MISERICÓRDIA” (Moltmann).
O Amor torna o próprio Deus vulnerável e passível de um sofrimento livre, ativo, fecundo.
Se Deus fosse impassível (incapaz de sofrer) seria também incapaz de amar.

De fato, o mistério do “amor em excesso” de Deus, revelado no silêncio junto ao sofrimento inocente, chama-se misericórdia compassiva. Só o amor é capaz desse sofrimento compassivo. Porque é Amor puro, Deus usa de paciência, de presença silenciosa, de misericórdia ativa e, assim, salva de forma com-passiva toda criatura em seu seio regenerador. Só Ele é capaz de assumir para si o sofrimento e a fragili-dade humana, abrindo um novo horizonte de vida.
No N.T., o mistério da Misericórdia do Pai atravessa toda a experiência de Jesus, de sua missão, mas também de sua própria paixão e de sua Páscoa. No sofrimento e morte do Filho há a dor de dilaceração, fragilidade e silêncio do Pai, como em dores de parto por uma criação que ainda precisa da compaixão e da misericórdia maternal do Criador. Se o Criador sofre em dores de parto por sua criação, nosso sofrimento está em suas mãos, em seu seio. É a maternidade divina regeneradora de sofrimentos.

Sem a Cruz seria muito difícil convencer o ser humano do amor misericordioso de Deus, e mais ainda de seu apaixonado interesse por nos salvar. Mas, a partir dela, será sempre possível dizer ao ser humano que a Cruz de Jesus tem um sentido, e que a última palavra é “salvação”.
No Jesus crucificado se encontram e se reconhecem todos os sofredores inocentes e crucificados da história; n’Ele se condensam todos os gritos da humanidade sofredora.
A “kénosis” de Jesus nos ensina, portanto, a encontrar Deus nos lugares onde a vida se acha bloqueada.
Deus “desceu” às zonas mais escuras da humanidade – sofrimentos, fracassos, amarguras, pecados... – para sentir como Seu nosso sofrimento e ali falar ao nosso coração.

A primeira coisa que descobrimos ao contemplar o Crucificado do Gólgota, torturado injustamente até à morte pelo poder político-religioso, é a força destruidora do mal, a crueldade do ódio e o fanatismo da mentira. Precisamente aí, nessa vítima inocente, nós seguidores de Jesus, vemos o Deus identificado com todas as vítimas de todos os tempos. Está na Cruz do Calvário e está em todas as cruzes onde sofrem e morrem os mais inocentes.
Jesus foi condenado como herege e subversivo, por elevar a voz contra os abusos do templo e do palácio, por colocar-se do lado dos perdedores, por ser amigo dos últimos, de todos os caídos.
 “Jesus morreu de vida”: de bondade e de esperança lúcida, de solidariedade alegre, de compaixão ousada, de liberdade arriscada, de proximidade curadora...
“Morreu de vida”: isso foi a Cruz, e isso é a Páscoa. E é por isso que tem sentido recordar Jesus, olhando as chagas de seu corpo e as pegadas de sua vida.
O Crucificado nos revela que não existe, nem existirá nunca um Deus frio, insensível e indiferente, mas um Deus que padece conosco, sofre nossos sofrimentos e morre nossa morte.
A partir da Cruz, Deus não responde o mal com o mal; Ele não é o Deus justiceiro, ressentido e vingativo, pois prefere ser vítima de suas criaturas antes que verdugo.
Despojado de todo poder dominador, de toda beleza estética, de todo êxito político e de toda auréola religiosa, Deus se revela a nós, no mais puro e insondável de seu mistério, como amor misericordioso.
Nós cristãos contemplamos o Crucificado para não esquecer nunca o “amor louco” de Deus para com a humanidade e para manter viva a recordação de todos os crucificados da história.

O que nos assusta diante da Paixão de Cristo é o profundo e estridente “silêncio de Deus”.
No entanto, o silêncio de Deus não se deve a que Ele queira calar, mas a que nós não podemos escutar.
Se existe silêncio, este enraiza-se não no calar de Deus, mas na surdez radical do ser humano.
A Cruz de Cristo revela que Deus continua do lado do inocente sofredor. No silêncio, Deus não apenas se solidariza, mas sofre “em sua pele”, identificado com os sofredores, aqueles que sobram...
 “Deus sofre” com seu Filho; seu coração sangra juntamente com ele na cruz. Se Deus “sofre”, é por seu excesso de Amor, desde o princípio.
O silêncio de Deus  na paixão do Filho é a fronteira da esperança: atrás do silêncio da Cruz, espera, viva e impaciente, a palavra definitiva da Ressurreição.
Ele acolhe o mistério do mal em seu mistério maior de amor, sem utilizar o revide de vingança e de poder. Na sua própria vulnerabilidade, renunciando aos atributos divinos, sobretudo de potência, Deus brilha em atributos que surgem do amor puro e humilde.

Para Jon Sobrino, a vivência da Misericórdia é a que impulsiona a Igreja para fora de si mesma, para as margens, onde acontece o sofrimento humano. Uma Igreja configurada pelo “Princípio Misericórdia” tem força e coragem para denunciar aqueles que produzem vítimas, para desmascarar a mentira daqueles que oprimem, para animar e despertar a esperança daqueles que são as vítimas.
Quando isso ocorre, a Igreja é ameaçada, atacada e perseguida; mas isso mostra que ela se deixou conduzir pelo “Princípio Misericórdia”. A ausência de tais ameaças, ataques e perseguições significa, por sua vez, que a Igreja não está sendo fiel a esta misericórdia reconstrutora que se fez visível na Paixão e Cruz de Jesus Cristo. Se ela leva a sério a misericórdia e deixa transparecer no seu modo de se fazer presente no mundo, então ela se torna conflitiva.
Diante do supremo indicador do amor misericordioso de Jesus e do amor do Pai, abre-se para a Igreja uma inesgotável exemplaridade e uma referência única para ser, também ela, presença misericordiosa.

Textos bíblicos:  Mc 14,43-72   Mc 15









segunda-feira, 21 de março de 2016

5a. feira Santa -

EUCARISTIA: uma grande comunhão cósmica

“Tomai e comei, isto é meu Corpo; tomai e bebei, isto é meu Sangue”

Os integrantes do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) estabeleceram para este ano de 2016 mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. Todos os cristãos, em suas diferentes denominações, devem assumir o desafio de construir uma Casa Comum justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos.
Este compromisso é profético, pois questiona e denuncia as estruturas que provocam diferentes tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial e étnica. Tudo isso rompe a comunhão com o cosmos, fere e fragiliza a dignidade de homens e mulheres.
Nesta 5ª. feira Santa, dia da instituição da Eucaristia, podemos buscar, nesta última refeição de Jesus, a inspiração e o sentido para uma consciência ecológica integral, restabelecendo a comunhão universal com todas as expressões de vida.

Conhecemos o quadro da Última Ceia de Salvador Dali: o Cenáculo alto, Jesus e os discípulos, o pão partido, o vinho vermelho translúcido... O autor fez as paredes do Cenáculo, enormes, de vidro, como nunca foram na realidade. E, da singeleza da Eucaristia, o olhar vai mergulhando para fora, vendo o mar, as praias, as montanhas, o mundo, o universo... tudo isto transfigurado por um abraço de um corpo humano/divino enorme, braços abertos, acolhendo a cena toda...  É como se Ele ficasse transparente e a gente passasse a ver o mundo inteiro através d’Ele. 
Um sintoma típico da pós-modernidade é o sentimento de orfandade: o universo já não é mais entranha que gera vida, mas um deserto. Percebemos que temos perdido o contato e a comunhão com o cosmos, com o chão, com os animais, com as aves, com os rios e oceanos... e isto tem provocado em nós toda espécie de mal-estar, de doenças, de insegurança, de ansiedade. Somos “seres urbanóides”, cercados de cimento e asfalto por todos os lados. Quando perdemos o contato com a natureza e nos distanciamos da terra, nos tornamos insensíveis, frios e incapazes de compaixão e cuidado.

A Última Ceia de Jesus com os apóstolos revela que a Criação é obra de Deus e exige uma aproximação contemplativa. Quanto mais proximidade e intimidade com a terra, mais profunda é a comunhão com todos os seres. A Terra nos encanta e nos convida, continuamente, à admiração, ao cuidado e à veneração.
Estamos mergulhados no “grande Templo” formado por uma multiplicidade de notas, sons, sinais e mensagens diferentes. Formamos uma realidade complexa, diversa e única. Uma pedra, uma cascata, uma nuvem caprichosa, um pássaro, convertem-se em veículos de sabedoria. É necessário que nos eduquemos para captar a mensagem que eles nos transmitem e aprender a viver a comunhão com tudo o que nos rodeia. Todo o Cosmos é como um grande livro que precisa ser lido.

Quando o ser humano não percebe o seu parentesco com a Criação, vive numa casa-prisão cujas paredes lhe impedem uma comunhão cósmica. Ao contrário, quando sente a presença de Deus em todas as coisas e entra em comunhão com toda a natureza, seu coração se emancipa e se dilata, sua mente se abre, seus horizontes se ampliam... O Universo passa a ser o seu grande lar, onde ele encontra o coração de Deus. Em tudo se pode vislumbrar um lampejo da divindade. Com isso, a eucaristia revela seu caráter universal que nos permite viver uma espiritualidade ecológica e nos ensina a abraçar a Criação e a nos encontrar com o Deus do Universo. A comunhão com o Universo é ponto de partida e de chegada da Eucaristia.

O dom eucarístico, portanto, não pode ser reduzido a um simples rito desligado das demais relações envolventes (com Deus, com os outros e com toda a Criação).
Pela Eucaristia Deus abraça todas as suas criaturas e as envolve no mistério pascal de seu Filho Jesus, de modo que, de Eucaristia em Eucaristia, todo o Cosmos vai sendo “cristificado”.
A partir da Eucaristia tudo é sagrado, tudo é uma grande liturgia cósmica. O universo é um grande sacramento e se transforma no espaço e no lugar de manifestação da divindade. Tudo é sagrado; a Natureza é sagrada, porque é Templo de Deus. Todos os lugares da mãe-Terra pelos quais caminhamos são “territórios sagrados”. Segundo a Bíblia, a Terra é um jardim onde Deus tem prazer em passear. 
O Universo inteiro é um imenso altar cósmico sobre o qual celebra-se, diariamente, a liturgia da vida; ao mesmo tempo, ele é o lugar no qual podemos contemplar e acolher a presença do Criador, a harmonia dos seres, a comunhão das criaturas. Sobre o altar do mundo se entrelaçam o céu e a terra, de modo que toda a Criação é iluminada pela Eucaristia.
Todas as criaturas celebram a grande festa, ao redor da Mesa cósmica (Última Ceia – Ceia universal).

A vivência da Última Ceia nos proporciona uma fecunda experiência cósmico-ecológica.
Em Jesus, Deus se revelou encarnado na história e fez do Universo seu corpo. A presença real de Jesus, no pão e vinho da Eucaristia, nos desperta a reconhecê-Lo presente no coração do Cosmos e da História.
No partir do Pão e no beber do Vinho da Eucaristia, palpita a vida que transcende as fronteiras da morte.
Quem come deste Pão e bebe deste Vinho, compromete-se com a luta contra as forças da morte: egoísmo, violência, indiferença, omissão política, desonestidade na gerência dos bens, descuido nas relações afetivas, isolamento no medo, destruição do meio-ambiente, poluição...
Simbolicamente, na Eucaristia, o pão é partido para significar a doação de Jesus; e ao comermos deste pão, aceitamos ser como o grão de trigo que, caído no chão da história, recebe as energias que vem das profundezas da terra e das alturas do céu.
Num pedaço de pão há o vento que balança as espigas, a noite calma que caiu sobre o campo, o sol arden-te que faz germinar e crescer o trigo, a água generosa que possibilitou a vida, a terra que teve de ser arada, o ser humano trabalhando sem parar, a semente que teve de morrer para que viesse a planta, o adubo que foi posto com mãos calosas, o gesto da mão que preparou a massa... A natureza inteira se mobilizou para gerar o pão, que deve ser partido e oferecido com generosidade.
Da mesma forma, toda a Criação foi mobilizada para proporcionar o vinho da alegria e da festa. Diante de nós, sobre o altar, está contido todo o Universo, pronto a se fazer dom e alimento.
Jesus, na Última Ceia, ao tomar o pão e o vinho em suas mãos, acolhe os dons da Natureza para transmitir sua Vida a toda humanidade; Vida em abundância; Vida que não tem fim...; a Vida num pedaço de pão e num cálice de vinho.

Texto bíblico: lCor 11,23-35    Jo 13,1-15
Na oração:  Rezar a importância e o sentido da Eucaristia em
                       sua vida: obrigação? Lei? Tradição familiar?...
- Quê ressonâncias tem a Eucaristia em sua vida cotidiana?




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Abençoada Páscoa

Santa Páscoa!!!

Enquanto tudo é escuridão, receio, silêncio, alguém, movido por grande amor rompe esse mundo das trevas e se dirige para onde se encontra o sinal mais forte dos últimos acontecimentos, a fonte dessa escuridão interior e desse silêncio: o túmulo que guarda o corpo de Jesus. Mas esse alguém, uma mulher, apesar da grande dor que sente, mantêm seu coração iluminado. Esse amor, essa luz lhe dá coragem para vencer o medo e a escuridão. Seu amor por Jesus ilumina a noite. Tudo ao redor é trevas, menos no seu coração, o amor o ilumina!
Ela não consegue ficar longe do seu Senhor. Contudo ela não busca Jesus, mas seu corpo.

Quando chega ao sepulcro e o encontra vazio, a quietude e o silêncio acabam.

A angústia de Madalena termina com a quietude, com o silêncio e coloca todos em ação. Num primeiro momento, ela sai correndo para pedir ajuda a Pedro e a João. Estes, contagiados pela notícia do sepulcro vazio, correm para o local. A pesada pedra que fecha o sepulcro está rolada, e ele aberto.
A juventude de João o faz chegar mais rápido, mas sua educação, respeito e delicadeza fazem-no esperar a chegada de Pedro, o mais velho e o novo líder do grupo, para permitir que esse seja o primeiro a comprovar a ausência do corpo.

Essa cena nos leva a refletir sobre nossa postura perante o sofrimento e a morte.
Após três anos em contato íntimo com Jesus e ouvi-lo anunciar que iria padecer muito, ser rejeitado e morrer crucificado; de ouvi-lo dizer que ressuscitaria, quando chegou o momento da Paixão, seus amigos desapareceram, e morto e sepultado, não aguardaram a ressurreição prometida.
Madalena buscou o corpo morto de Jesus e Pedro e João não saíram correndo para encontrar o Mestre, mas para verificar o ocorrido e se surpreenderam com o que viram. Do mesmo modo quando a dor da morte nos invade, nossa fé na ressurreição não nos impede de sofrer, isso é natural! O complicado é quando a fragilidade de nossa fé é tão grande que sentimos e agimos como se a morte tivesse a última palavra. Mas a atitude dos discípulos nos conforta e nos propõe uma longa caminhada na fé.
Vejamos como os discípulos entenderam a ressurreição do Senhor. No versículo 8, já no finalzinho, está escrito que João, o Discípulo amado entrou, “viu e creu.” O mesmo não é falado a respeito de Pedro. Pedro e Maria Madalena representam aqueles que ainda não passaram da dúvida à fé.

Reflitamos: o ver de João é proporcionado pelo amor. Somente o amor possibilita ver nos sinais da ausência do corpo a presença do Ressuscitado. O amor de João lê no túmulo vazio, no sudário enrolado a parte, separado dos panos de linho que estavam dobrados, a ressurreição. Pedro e João viram a mesma coisa, mas somente João, movido pelo amor, pode, já no primeiro momento, compreender nos sinais, a ressurreição.
Nesse momento entra em ação a Escritura, ao entenderem que o ocorrido já estava previsto.
Foi o amor que conduziu o discípulo a acreditar e crer na Palavra, evidenciada pelos sinais. O coração conduziu a fé a seu ponto máximo: a ressurreição de Jesus.
A todos, uma Feliz e Santa Páscoa, com abundantes frutos espirituais.
Abençoada Páscoa a todos!!!
Com orações,
Irmã Analice Rocha Amorim - ASCJ -
Coordenadora do GFASC/SP

Sábado Santo

SÁBADO SANTO!

A manhã e a tarde de hoje são passadas na expectativa da vitória do Senhor. Ontem presenciamos o duela entre a vida e a morte. Venceu a vida, o amor é mais forte que a morte! Amor é Vida! Deus é a Vida!, Deus é o Amor!

No silêncio deste sábado santo, ao lado de Nossa Senhora, aguardamos a manifestação da Vida, a manifestação de Jesus!

Na noite de hoje, a mais importante da liturgia cristã, celebramos a vitória da Vida.
Por isso a Solene Vigília começa com a bênção do fogo, expressivo sinal do amor, da purificação, e usado para manifestar as teofanias. Em seguida, temos a luz, quando o Círio Pascal é aceso e solenemente entra no templo. Deus é luz! O diácono proclama cantando: “Eis a luz de Cristo!” e o povo responde: “Graças a Deus!” É o ressuscitado iluminando sua Igreja, o coração e a vida de cada fiel.

A água, símbolo da vida, é abençoada e, representando o sangue do Cordeiro, é aspergida sobre a assembléia.

Em seguida, temos a Liturgia da Palavra que começa refletindo sobre a ordem da criação, o poder criador do Pai e a vocação do Homem a ser seu colaborador no ato de acabar com o caos e criar um mundo belo. Em seguida, vem o convite para selar uma aliança e a solicitação de total confiança na Providência. Apesar de inúmeros percalços e demonstração de rebeldia do povo, Deus se mantém fiel e renova a aliança com ele. Finalmente, Deus envia o Salvador e é selada a aliança nova e eterna, com o povo renascido pelo sangue de seu Filho, o autor da aliança definitiva.

No Evangelho, Lucas nos adverte através do questionamento do anjo às mulheres:
“Porque estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!”
E a liturgia prossegue com a celebração da nova Criação, da nova Páscoa, a celebração eucarística do Senhor Ressuscitado, no meio do Povo da Nova e Eterna Aliança, ou seja, dos batizados, dos lavados com o sangue do cordeiro, dos que em Cristo nasceram novamente para uma Vida Nova, formando a comunidade dos que professam a fé no Ressuscitado. Boa Páscoa a todos!

Unidos na oração,
Irmã Analice Rocha Amorim - ASCJ -
Coordenadora do GFASC/SP

Sexta Feira Santa

SEXTA-FEIRA SANTA!

Rezar a Paixão do Senhor é segui-lo no seu esvaziamento por amor ao mundo, aos homens.
O Senhor está sozinho em sua luta pela salvação do mundo. Ele dará o sim ao Pai, um sim total e definitivo em nome de toda a Humanidade.

Após a Ceia o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só. Ele volta três vezes ao grupo, mas os discípulos dormem. Diante do Senhor o universo do pecado, do desconhecimento do amor divino, do menosprezo do carinho de Deus.

Jesus sente o peso dos pecados de todos os homens. Sente o peso da natureza humana em ruptura com o Pai, submetida ao “Príncipe das Trevas”.

É a hora da opção, da escolha definitiva. Ele sendo o “SIM DO PAI” deve ratificar sua missão.

Até em sua carne repercute o drama de sua escolha a ponto de suar sangue.

“Minha alma está triste até a morte”. Jesus é tentado a largar tudo, a renunciar. Ele diz: “Pai, afasta de mim este cálice”!Contudo esse grito de dor, já é demonstração de confiança e também já é uma aceitação.

Pai, não o que eu quero, mas o que Tu queres!

E nós, como vivemos os momentos duros de paixão, de solidão?
Sejamos humildes como Jesus foi humilde...
Ele, o filho de Deus pede e aceita o reconforto do Anjo... Sinal do amor do Pai.
Não nos espantemos de oscilar daqui, dali e de repetir sempre as mesmas palavras...

Jesus vai-e-vem, busca apoio e a ele renuncia.
Diz sempre as mesmas palavras... O AMOR SEM PALAVRAS.....
Apesar de sua agonia, Jesus pensa nos outros, em seus Apóstolos: Rezai para não entrardes em tentação”.


Alma de Cristo, santificai-me
Corpo de Cristo, salvai-me
Sangue de Cristo, inebriai-me
Água do lado de Cristo, purificai-me
Paixão de Cristo, confortai-me
Ó Bom Jesus, ouvi-me
Dentro de vossas Santas Chagas, escondei-me
Não permitais que me separe de vós.
Na hora da morte chamai-me e
mandai-me ir para vós. Amém
Unidos na oração,
Irmã Analice Rocha Amorim - ASCJ -
Coordenadora do GFASC/SP

Quinta Feira Santa


QUINTA-FEIRA SANTA!!!

Ao sentar-se à mesa com seus discípulos, Jesus explicita partilha de vida e de ideais. Isso deveria vir à nossa mente e ao nosso coração quando nos dirigimos a alguma celebração eucarística. Só posso celebrá-la se minha vida é uma constante partilha não só daquilo que tenho, mas principalmente daquilo que sou, partilha de mim mesmo como dom.

João inicia falando da “hora” de Jesus, do amor extremo do Senhor pelos seus e imediatamente mostra que esse amor é concreto e culmina com a cruz. Jesus ensina que o serviço é amor e quem mais serve é porque mais ama. Ele assume o papel que era atribuído ao escravo gentio e vai lavar os pés de seus discípulos. Pedro, chocado com o que vê, reage peremptoriamente, mas Jesus lhe diz: ou deixa que eu lave seus pés e aceita a nova sociedade onde o súdito é igual ao patrão, ou você não participará do projeto de Deus, da adesão ao Jesus-servo.

Ser cristão é ser servo dos outros!

Pedro precisa mudar sua cabeça. Apesar de servo, tem cabeça de patrão. Está inserido na sociedade classista onde o maior deverá ser servido pelo menor, onde há superiores e inferiores. Cristo inaugura a nova sociedade, a dos filhos de Deus, a dos irmãos em Cristo.

Jesus volta à mesa, isto é, retoma a posição de homem livre - só os livres se sentam à mesa -, mas não retira o avental. O símbolo do servo, o avental, ele o conserva sob o manto. Jesus comenta o que fez, assume que é o Mestre e Senhor de todos e proclama a ordem da nova sociedade: lavar os pés uns dos outros.

Jesus concluirá o lava-pés na cruz, quando de fato nos purificará, nos possibilitará a entrada na Casa do Pai. O entregar-se vai muito além do simples serviço. Entregar-se é dar-se como dom, como dom de si para o outro. Nisso está o amor. De fato, a entrega de Jesus na cruz para a nossa Redenção – sacrifício que estamos para celebrar – é expressão máxima do Amor de Deus por todos nós.
Abençoada Semana Santa a todos!
Unidos na oração,
Irmã Analice Rocha Amorim - ASCJ -
Coordenadora do GFASC/SP

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O olhar de Jesus
No evangelho de S. Lucas lemos a seguinte passagem:
“Mas Pedro disse: Homem, não sei o que dizes.
Imediatamente, enquanto ele ainda falava, o galo cantou e o Senhor, voltando-se, fixou o olhar em Pedro... E Pedro, saindo para fora, chorou amargamente.”

Eu tinha um relacionamento bastante bom com o Senhor. Conversava com Ele, pedia-lhe coisas, louvava-O, agradecia-Lhe. Mas tinha sempre um sentimento ou sensação inesquecível de que Ele queria que eu olhasse dentro de Seus olhos... E isto eu não queria. Conversava muito, mas desviava os olhos, cada vez que percebia que Ele estava olhando para mim. Sim, sempre olhava para outro lado. E eu sabia por quê! Tinha medo. Receava encontrar uma acusação nos olhos dele: algum pecado não arrependido. Mas pensava também poder encontrar, naquele olhar, algum pedido: algo que Ele queria de mim.

Um dia, finalmente, juntei toda minha coragem e olhei! Não havia acusação alguma. Nem exigência ou pedido. Aqueles olhos diziam-me, simplesmente: “Eu te amo!” Aí olhei ainda mais no fundo deles, com persistência de quem procura algo. Nada encontrei, apenas a mensagem de sempre: “Eu te amo!”

sábado, 31 de março de 2012

DOMINGO DE RAMOS

Imagem de Destaque

O domingo de Ramos

A entrada de Jesus em Jerusalém 
A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.
Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!
Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.
Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A Missa do domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a paixão de Jesus: sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os mau tratos nas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, seu diálogo com o bom ladrão, sua morte e sepultura.

A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!
Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos!
O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o seu Reino de fato não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.

A muitos ele decepcionou; pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.
O domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo "light", adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades, das facilidades, para nos colocar diante Daquele que veio ao mundo para salvar este mundo.
Irmã Analice Rocha Amorim - ASCJ -
Coordenadora do GFASC/SP
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...