domingo, 28 de agosto de 2011

Espiritualidade

Espiritualidade do Coração de Jesus

CARISMA
1. Introdução

Fundamentação Teológico-Bíblica do Culto ao Sagrado Coração de Jesus

1. Os carismas que o Pai dá à Igreja enriquecem e determinam sua vitalidade. Assim, animada pelo vigor do Espírito, ela se prolonga na história e realiza a salvação da humanidade. Estes dons de amor florescem no coração dos Fundadores, quando eles se alimentam da força vital do Corpo Místico de Cristo e sintonizam suas aspirações com a missão de caridade e de salvação.

2. O carisma de Madre Clélia tem sua origem no próprio Coração da Igreja que é o Coração de Cristo, transpassado pela lança, na Cruz, pela redenção do mundo (cf. Jo. 19,34), sinal de morte e de ressurreição, vivo e presente entre nós, no Sacramento da Eucaristia.

3. Neste sinal, o Evangelista vê a síntese do mistério pascal, a expressão suprema do amor redentor do Filho de Deus, apaixonado por cada homem: "... me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gal. 2,20) e põe em destaque sua missão salvífica: "Olharão para Aquele que transpassaram" (Jo. 19,37 e Zc. 12,10).

4. É para este Coração, sinal de amor e de redenção, fonte de salvação, que se dirige o olhar do homem, da mulher, de todo tempo e cultura, para atingir a fé que ilumina, a esperança que salva, a caridade que reúne as pessoas em uma s6 família e faz do Coração de Cristo, o coração do mundo.

5. João Paulo II em Montmârtre, França, afirma: "Viemos aqui para encontrar aquele Coração transpassado por nós, de onde saem água e san­gue... É o amor redentor que está na origem da nossa salvação, que está na origem da Igreja... Ainda hoje, Cristo vivo nos ama e nos apresenta seu Coração como a fonte da nossa redenção" (Paris, 12 de ­junho, 1980). Deste coração transpassado sobre o Calvário emana toda a salvação do mundo.


2. Carisma de Madre Clélia Merloni

6. Madre Clélia foi sensível ao culto do Sagrado Coração, fortemente cultivado e difundido na Igreja de seu tempo, e fez de Jesus o Rei e o Centro do seu amor.

7. O Senhor lhe concedeu um profundo conhecimento de Si que a encantou, tomando-se a fonte secreta de todas as suas opções. Sua própria existência foi tão profundamente marcada por esta experiência do Coração de Cristo que ela se ofereceu totalmente a Ele, amando-O e partilhando os movimentos do Seu amor.

8. Apóstola como os Apóstolos, quis exprimir na sua vida, e na vida da Igreja, aquele ardor de fé e de caridade que se acendera nela, na escola de Jesus e que a induzia a amá-Lo até a Cruz e que se expressaria nas diversas formas de caridade e de apostolado com a palavra e com a vida.

9. Num mundo dividido pelo 6dio contra Deus e sua Igreja, que desorientava os homens para falsos ideais de salvação, Madre Clélia indicava no Coração de Cristo "que tanto amou os homens...", o porto seguro, o fim de suas expectativas, a fonte de vitalidade e de comunhão para todos. E queria que tal certeza se exprimisse através da caridade sem medida de suas filhas que, com o testemunho de sua vida, dariam ao amor de Deus um rosto particularmente humano.

10. Sua espiritualidade estava fundamentada:
·          na contemplação do mistério pascal expresso no sinal do Coração transpassado, mistério de morte e de vida, sinal de amor e de salvação pelo mundo,
·          e se tomava procura apaixonada de Deus e das almas, numa vontade constante de ascese para se conformar com Cristo, até o sacrifício total de si, e num ardor inextinguível de caridade e de apostolado para tomar conhecido e amado o Coração de Jesus.

11.  Assim sua vida se tornava:
·          resposta de amor" Àquele que por primeiro nos amou" (cf. 1Jo. 4,10).
·         - exigência de reparação para compensar com sua amorosa fidelidade, acima de tudo na adoração eucarística, a ingratidão que Jesus recebe dos homens, especialmente dos sacerdotes infiéis ao seu ministério de amor e os ultrajes que derivam das seitas maçônicas.
·         ânsia apostólica pela glória de Deus e salvação dos homens e das mulheres.

12. Somente Deus era o motivo inspirador de sua vida e da caridade que a animava.

13. Madre Clélia encarnou seu carisma no Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus e confiou às suas filhas o dever de anunciar a todos a mensagem de salvação com a palavra e com o testemunho do amor.


3. Carisma e Espiritualidade do Instituto

14. O Instituto, fundado por Madre Clélia e herdeiro fiel do seu carisma, não pode ser senão o reflexo e o prolongamento de sua espiritualidade, fortalecida pelos dons de graça que Deus distribui aos seus membros.

15. O carisma da fundadora é dom do Espírito: portanto, revive sempre na história e na vida das Apóstolas e se exprime nas várias formas do seu apostolado, como:
·         anúncio de salvação,
·         grito profético de esperança,
·         testemunho de caridade.

16. O Carisma caracteriza a espiritualidade do Instituto que, no decorrer da história, se fortalece de um patrimônio de valores, florescidos no coração da Fundadora: alimenta-se da vitalidade da Igreja, encarna-se nas sãs tradições e se torna precioso com a santidade dos seus membros.

17. Na medida em que tais dons de graça e de virtude configuram a vida da Apóstola e se desenvolvem com a criatividade do seu impulso de amor a Deus e aos irmãos, ela revela sua identidade de filha fiel de Madre Clélia.
Torna-se assim:
·         Apóstola como os Apóstolos
·         Apóstola do Amor
·         Apóstola da Reparação


4. Identidade da Apóstola

A. Apóstola como os Apóstolos

18. No pensamento e no coração da Madre Fundadora, a Apóstola é chamada a seguir as pegadas de Cristo, conforme o exemplo dos Apóstolos, testemunhas do sublime evento da redenção que Jesus realizou. Nos três anos de vida apostólica vividos com Ele, os Apóstolos conheceram e experimentaram os tesouros de sabedoria e de misericórdia, de amor e de perdão, de verdade e de salvação (cf. 1 Jo. 1,1-2), que, da sua condição de pecado, conduziram o homem à dignidade de filho de Deus.

19. Espalhados pelo mundo, animados unicamente pelo desejo de tornar Jesus conhecido e amado, tendo no coração vivamente impressa a imagem Dele, os Apóstolos não pouparam cansaços, sofrimentos e perseguições, lembrando as palavras do Mestre: "Aquele que acha sua vida, vai perdê-la, mas quem perde sua vida por causa de mim, vai achá-la" (Mt. 10,39). Foram fiéis à sua ordem: "Sereis, então, minhas testemunhas... até os confins da terra"(At. 1,8).

20. Madre Clélia quis suas filhas animadas do mesmo ardor apostólico, vivificado pela força de sua consagração a Cristo, para levar aos homens e às mulheres, presentes nas diversas realidades sociais, a palavra que ilumina, a fé que salva, o testemunho que  convence, o sacrifício pessoal que redime, o amor que brota do Coração de Cristo.

21. Ela inseriu sua vida no próprio coração da Igreja, que é o Coração de Cristo. Assim, as Apóstolas formam, no Instituto, uma só família, unida na comunhão com o Papa. Vigário de Cristo, fiel à sua vontade e ao seu Magistério.

22. A Apóstola não age em seu próprio nome, mas, enviada pela Igreja, de quem os Superiores são os representantes; age, vivificada pelo carisma que Madre Clélia transmitiu enriquecida pelos valores que constituem o patrimônio da própria família religiosa, e que derivam do conhecimento e do culto ao Sagrado Coração de Jesus.

23. Madre Clélia uniu ao título de APÓSTOLA um programa de vida que envolve toda a existência de suas filhas, apresenta os traços profundos de sua fisionomia, dá sentido e valor à sua vida de consagradas e as estimula a SER antes que fazer, a ADORAR antes que testemunhar, a TESTEMUNHAR somente com a força da presença de Jesus em si, que se torna luz, caridade, convicção e redenção.

24. Este patrimônio de valores, presente em todos os escritos da Fundadora e claramente expresso nas Constituições, permite que as Apóstolas se insiram ativamente, de maneira sempre viva e atual, na vida da Igreja, que partilhem as prospectivas e anseios apostólicos que se renovem continuamente, com a humildade e a vontade com a qual a Igreja se renova, para se conformar cada vez mais com a imagem de Cristo, de quem é esposa.

25. A esperança que brota da salvação realizada por Cristo, anima a Igreja e vivifica seu caminho na realização do Reino. Também, a Apóstola, nas vicissitudes da vida e do mundo, não perde a confiança: uma nova primavera brotará nas pessoas, lá onde ela será capaz de levar, pelo seu apostolado - a própria Vida que é Jesus.

26. Para permanecer fiel à sua identidade, a Apóstola se nutre de oração comunitária e pessoal, medita, confronta sua vida com a Palavra de Deus e se anima de uma profunda devoção eucarística e mariana.

27. A presença de Maria na vida comunitária e pessoal da Apóstola, inspira e dá vigor ao seu apostolado, como no início a Igreja do Cenáculo movia seus primeiros passos sob a proteção materna da Mãe de Deus.

28. A Boa-Nova, anunciada por Cristo e difundida pelos Apóstolos, transformou o mundo de então; tem credibilidade, é viva e profundamente atual para o homem hodierno. Assim o é também, certamente, o carisma que Madre Clélia doou às Apóstolas, porque tem inspiração nas páginas eternas do Evangelho e encontra a própria vitalidade no Coração de Jesus.

29. É uma herança de caridade e de fé, de convicção e de vida, que se encama na história e na vida da Igreja, adquire vigor no Espírito que a anima, nutre-se dos seus tesouros de graça, para colaborar e restaurar entre os homens o Reino de Cristo e fazer do seu divino Coração, o coração do mundo.


B. Apóstola do Amor

30. A Apóstola do Sagrado Coração de Jesus é Apóstola do Amor, disposta a testemunhar o Mestre sempre e em toda parte, com a palavra e com a vida. É chamada a viver intensamente a experiência de amor do Coração de Cristo, através de uma vida de união com Ele e em conformidade com seu Evangelho.

31. Na virgindade consagrada, livremente aceita por amor de Cristo, exteriormente manifestada no seu modo de agir, ela se encontra a si mesma como pessoa que pertence a Deus e que se doa aos irmãos, a exemplo de Jesus Cristo.

32. Jesus casto, pobre e obediente inspira toda a vida da Ap6stola, impele-a a um testemunho evangélico arraigado nas convicções da pr6pria pertença a Ele, de tal maneira que a faz repetir com São Paulo: "... já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim" (Gál. 2,20).

33. Somente assim sua presença no mundo se torna anúncio de salvação e sinal da realidade transcendente, forte e acreditável na medida em que ela a experimenta na própria vida.

34. O amor do Coração de Jesus se torna sensível na Apóstola que vive Dele, que por Ele se sacrifica; que O ama e O faz amar; na Apóstola que reflete a ternura de Deus sobre o irmão que sofre; que leva a certeza da própria fé àquele que é atormentado pela dúvida; que leva a luz da verdade evangélica àquele que está no erro; e àquele que de­seja a salvação, leva a própria Salvação, Jesus, que ela comunica, irradiando-o com sua vida.

35. Um amor assim se torna visível também na Apóstola presa pela enfermidade e consumida pelo sofrimento, cuja vida se torna puro sacrifício de redenção juntamente com o Sacrifício de Cristo; ou na Irmã que, no silêncio de uma vida escondida, contribui, com o amor e a oração, como Maria, para cultivar na família religiosa e no mundo, a presença viva de Jesus.

36. A partir do ambiente em que vive, a f1lha de Madre Clélia deve formar o próprio coração de Apóstola, atenta a todas as solicitações e exigências da caridade.

37. Não é possível viver a dimensão da vida apostólica somente fora da própria comunidade; seria uma falsa imagem de si e da vida religiosa.

38. O amor do Coração de Jesus se torna presente em toda a vida da Apóstola: nos gestos, na palavra, no sorriso, no relacionamento, no estilo de vida .que fale com a mesma eloqüência do Evangelho e que seja expressão de uma existência consagrada a Deus e doada aos irmãos na caridade.

39. Madre Clélia caracteriza a Apóstola: "...Ela é sempre igual a si mesma, constante, sociável; ... acolhe sempre com bondade, ... trata com afabilidade; '" apresenta-se sempre humilde, sem inferioridade, digna sem altivez, ... sempre pronta a prestar serviços, a esquecer injustiças    sem fazer ninguém sofrer" (PM, 23); consagrada ao Amor, amor que transforma o amante na pessoa amada (cf. PM, 265), um amor tão grande e radical que leva ao martírio, "se não de sangue, ao menos de coração e de vontade" (PM, 345).

40. Num mundo atormentado pelo materialismo hedonístico e desorientado por falsas miragens de salvação, a Apóstola se apresenta como rocha, porque é pessoa de Deus, distante da lógica do mundo, mas sensível a todas as urgências da caridade dos irmãos, aos quais se apresenta com a força do amor de Cristo e com a transparência de sua fé.

41. Ela não é indiferença  aos sofrimentos da humanidade, acima de tudo, quando tais sofrimentos são fruto do pecado e do egoísmo humano, que dilaceram o coração e a dignidade dos fracos e dos indefesos. Ela os ama, porque os reconhece filhos de Deus, serve-os com zelo missionário, tendo em mente as palavras do Mestre: "Cada vez que o fi­zestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt. 25,40); com sua caridade se torna promotora dos valores humanos e cristãos.

42. Este ardor de caridade não pode esquecer o espírito de serviço humilde, do qual Cristo deseja revestidos seus Apóstolos, aos quais recordou" Aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor" (Mc. 10, 43-44) e ainda "Quando tiverdes cumprido todas as ordens, direi - somos servos inúteis" (Lc. 17,10).

43. Somente assim sua missão terá credibilidade no mundo, porque o homem contemporâneo acredita mais nos testemunhos que nos mestres, mais na experiência que na doutrina, mais na vida e nos fatos que nas teorias. O testemunho da vida cristã, vivida com alegria e entusiasmo é a primeira e insubstituível forma de missão (cf. ET 51-52).

44. Para que a ação da Apóstola tenha êxito, ela deve ser sustentada por uma comunidade que vive e reza com ela, que partilha seus anseios apostólicos, atenta aos sinais dos tempos e aos ensinamentos da Igreja, vivificada pela caridade fraterna, que busca sua origem na presença viva de Jesus na Eucaristia.


C. Apóstola da Reparação

45. A reparação é uma. característica inconfundível no caminho espiritual de Madre Clélia, conforme as exigências da Igreja; é a expressão do seu grande amor a Deus e aos irmãos e se conjuga perfeitamente com sua vida de consagração e de missão.

46. Sensível ao lamento de Jesus pelo desprezo e frieza dos homens, ela quer retribuir-Lhe com seu amor fiel e com sua imolação: "Eis-me pronta para cumprir, com tua divina graça, quanto queres e desejas de mim sacrificando tudo o que tenho, tudo o que posso e tudo o que sou em favor daquelas pobres almas, que obterão o sincero arrependimento e o perdão do teu misericordioso e divino Coração" (PM, 520).
Sua vida se toma assim oferta de amor ao Salvador desprezado, acima de tudo, no sacramento do seu Amor.

47. A atenção da Madre se ,volta de modo particular para os Sacerdotes infiéis que, favorecidos por um olhar de predileção da parte de Deus, o recusam e o traem, e ao ódio das seitas maçônicas que procuram destruir a Igreja e apagar no mundo a imagem de seu Criador.
É necessário, diz a Madre: "... Reparar os ultrajes que Ele recebe dos pecadores, principalmente dos associados às seitas maçônicas e dos sacerdotes infiéis, que profanam seu ministério de amor" (Dir. M. art. 1, pág. 1).

48. A reparação, para Madre Clélia, se toma missão, para impedir que se ofenda o Coração de Deus: "Quem ama a Deus deve impedir por todos os meios que Ele seja ofendido, que se despreze o culto que Lhe é devido, que se profane Seu santo nome, que Seus mandamentos sejam violados; deve usar toda sua influência para ganhar-lhe os corações e fazer respeitar as suas leis" (Mg. 1 pág. 19-20).

49. O coração da Apóstola sintoniza-se com o coração da Fundadora oferecendo-se a si mesma no sacrifício e na oração, para compensar a indiferença e a ingratidão dos homens e das mulheres, diante do sacrifício redentor de Cristo, e traduz adoração amorosa a Jesus presente na Eucaristia. Aqui ela se alimenta de seus dons de amor e se toma com Jesus oferta de reparação e de imolação ao Pai e dom aos irmãos.

50. Sua oferta reparadora se efetiva, acima de tudo, na fidelidade ao dever cotidiano, onde o humilde serviço, a caridade ativa, a paciência, o sofrimento físico e moral, se tomam puro sacrifício de amor e de expiação.
Talvez, Deus não nos peça o martírio de sangue, afirma a Madre, porém "o da nossa vontade... o martírio do amor próprio pela renúncia a todas as suscetibilidades que nos aborrecem tão facilmente o martírio do caráter para uma perfeita igualdade de humor, que tudo sofre dos outros sem fazer ninguém sofrer, e se esforça para satisfazer a todos quantos se aproximam de nós..." (PM, 336).

51. O coração da Apóstola se abre a uma res­sonância universal diante dos males que ferem a humanidade. "Se um membro sofre, todos os membros compartilham o seu sofrimento, se um membro é honrado, todos os membros compartilham sua alegria" (1 Cor. 12, 26-27).
A Apóstola conserva sua vitalidade inalterável somente tornando-se herdeira da forte paixão pelo homem e pela mulher que arde no Coração de Cristo e no coração da Igreja, e se torna, como Jesus, mediadora entre Deus e os irmãos.

52. Com a santidade de sua vida, ela quer contribuir para despertar nos corações o desejo de Deus, e mostrar, com a caridade que a impele, o rosto da bondade, da misericórdia, da compaixão do   Pai por todos os homens, de modo que eles sintam o seu Deus bem próximo de si.
A alma reparadora revela assim, com sua vida, a vida de Cristo e apresenta ao mundo, no Coração de Jesus, o amor do Pai.

53. O Santo Padre, João Paulo II afirma que a verdadeira reparação consiste em construir sobre as ruínas acumuladas do ódio e da violência, a civilização do amor, o reino do Coração de Cristo (cf. Paray-le-Monial, 5.10.1986).

54. A Apóstola reparadora, sensível ao apelo do Papa, assume todos os sofrimentos da Igreja e da humanidade e os apresenta ao Pai na oração; une ao sacrifício de Cristo a oferta de si, lembrando as palavras do Apóstolo": "Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo, pelo seu corpo que é a Igreja", (Col. 1,24) e se empenha em restaurar, com sua missão de caridade, o Reino de Deus no mundo.

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