sábado, 30 de março de 2013

Domingo de Páscoa - 2013

A vida venceu a morte


Hoje celebramos a FESTA DA VIDA... O túmulo está vazio...
Cristo está vivo para sempre. Como Madalena, Pedro e João,
nós professamos a fé no Senhor ressuscitado.

As Leituras bíblicas aprofundam o sentido desse acontecimento:

Na 1ª leitura, temos o testemunho e a catequese de Pedro
em Cesaréia, na casa do centurião romano Cornélio. (At 10,34.37-43)

Ele expõe o essencial da fé ("Kerigma") e batiza Cornélio e toda a sua família.
O episódio é importante porque é o primeiro pagão
a ser admitido ao cristianismo por um dos Doze.
KERIGMA é um resumo da Mensagem cristã,
que leva à aceitação de Cristo e da sua mensagem, através do Batismo:

* Pedro começa evocando os momentos principais da vida de Jesus.
por anunciar Jesus como "o ungido", que tem o poder de Deus;
* depois, descreve a atividade de Jesus,
   que "passou fazendo o bem e curando todos os oprimidos";
* em seguida, dá testemunho da morte de Jesus na cruz e da sua Ressurreição;
* finalmente, Pedro tira as conclusões de tudo isto:
   "quem acredita nele, recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados".

* Os discípulos são chamados a ser TESTEMUNHAS da Ressurreição,
    da Vitória da vida sobre a morte....

Na 2ª Leitura, temos o testemunho de Paulo.
O Batismo nos introduz na comunhão com Cristo Ressuscitado.

* Nossa vida deve ser uma caminhada coerente com essa vida nova:
"Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto…" (Cl 3,1-4)

No Evangelho, seguidores de Cristo procuram o Ressuscitado
e são convidados a manifestar a sua fé nele. (Jo 20,1-9)

- Maria Madalena, no "primeiro dia da semana" (ou de um novo tempo),
ainda "no escuro" procura no túmulo o Cristo morto.
Diante do túmulo vazio, pensa que haviam roubado o corpo do Senhor.
Mas quando ela o encontra, a fé desponta em seu coração.

* Ela representa a nova comunidade, que inicialmente acredita que a morte   
   triunfou e vai procurar Jesus morto no sepulcro. Diante do sepulcro vazio,  
   percebe que a morte não venceu e que Jesus continua vivo.

- Pedro, para quem a morte significava fracasso,
recusava aceitar que a vida nova passasse pela humilhação da cruz.
Para ele a Ressurreição de Jesus era uma hipótese absurda e sem sentido.
Com surpresa, ele viu o túmulo vazio e os panos dobrados...
Mas continuou "no escuro": "Viu e não creu".
* Ele representa o discípulo que tem dificuldade em aceitar
   que a vida nova passe pela humilhação da cruz.

- "O Discípulo que Jesus amava" (João), diante do sepulcro vazio,
Compreende os sinais e percebe que a morte não pôs fim à vida.
Descobre que Jesus está vivo. Por isso, ele "viu e acreditou".
É a primeira profissão de fé na Ressurreição.
* Ele representa o "discípulo ideal", que está em sintonia total com Jesus.
   É o paradigma do homem novo recriado por Jesus.
   O "Amor" conduz o discípulo pelo itinerário da fé...
* Por que não tem nome?
Para que cada um de nós possa incluir o eu nome e compreender o que deve fazer para ser como Jesus quer.
- E nós conseguimos ver apenas os sinais de morte como Pedro,
ou sabemos descobrir os sinais da Ressurreição?

- As Mulheres: abandonam depressa o lugar da morte e
correm para anunciar aos irmãos que Cristo está vivo.
* Representam os que acreditam na vitória da vida e
testemunham aos seus irmãos essa fé.

- Os Guardas: deixam-se corromper pelo dinheiro.
Simbolizam os que, por amor aos bens desse mundo,
preferem mais a mentira do que a Verdade, mais a morte do que a Vida.

+ PÁSCOA: É o maior acontecimento celebrado pela Igreja, na Liturgia.
- Mas a Páscoa não é apenas um FATO PASSADO...
Cada festa Pascal é um novo apelo de Deus,
que nos convida a morrermos com Cristo,
a nos separarmos do homem velho do pecado,
a fim de nos revestirmos do homem novo e
ressurgir para uma vida nova na graça e na santidade.
- A Páscoa não é apenas UM DIA DO ANO...
É um processo permanente que deve acontecer dentro de nós.
Todos os dias o cristão celebra a Páscoa, quando combate o homem velho
do pecado, para se revestir do homem novo, em Cristo.

TODO DOMINGO, revivendo os mistérios pascais na Eucaristia,
deve ser um momento forte dessa Páscoa, que parece não ter fim...

Prezado irmão, desejo-lhe uma FELIZ PÁSCOA...
não é a de um Cristo morto, perdido no passado,
mas sim de um Cristo vivo, glorioso, atual,
que faz vibrar o seu coração e dar um sentido novo ao seu viver...
Que assim seja!...         
 
                                             Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa -31.03.2013

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