segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Formação humana

A construção da Autoestima

Como podemos definir a autoestima? Seguindo os escritos e análise de Natanael Branden, podemos dizer que a autoestima é: “a disposição para experimentar a si mesmo como alguém competente para lidar com os desafios básicos da vida e ser merecedor de felicidade”.
Vejamos então as partes essenciais dessa definição: disposição é a palavra que dá início àquilo que é fundamental na autoestima. Alguém que se coloca fechado para a mudança, jamais poderá entendê-la. Além disso, o sistema de defesa que toma conta de muitas pessoas não permite o crescimento de uma saudável autoestima.
Disposição é uma atitude interna de quem quer realmente crescer, se conhecer, avançar no seu autoconhecimento. Quem se fecha à sua realidade, e não se dispõe a um olhar interior, jamais fará o processo de construção de uma vida saudável.
Ela não é algo mágico, que se adquire da noite para o dia, como se fosse algo rápido e imediato. Como diz o nome ‘construção’, determina um processo que não termina nunca, mas um caminho que se faz ao longo de toda a história.
Vivemos numa sociedade onde as pessoas buscam respostas rápidas, soluções imediatas e não querem fazer muito esforço para que essas metas sejam atingidas. É a lei do menor esforço e que seja para sempre, sem necessidade de ter que retomar as coisas já decididas, rever ou reavaliar.
A autoestima é uma necessidade básica de todo ser humano. De onde vem essa necessidade? Qual é a sua origem? Podemos afirmar que ela é resultado de dois fatores básicos, ambos intrínsecos à nossa espécie. O primeiro é que dependemos do uso apropriado de nossa consciência e para sobreviver e dominar com sucesso o meio ambiente; nossa vida e nosso bem-estar dependem da nossa capacidade de pensar. O segundo é que o uso correto de nossa consciência não é automático, não é programado pela natureza. Para ajustar sua atividade há um elemento crucial de escolha – portanto, de responsabilidade pessoal. Um desserviço prestado às pessoas quando se lhes oferece a noção de autoestima é ‘sentir-se bem’, divorciados das questões da consciência, da responsabilidade e da escolha moral.
A essência humana é a nossa capacidade de raciocinar, o que significa compreender os relacionamentos. É dessa capacidade – em última instância – que depende a nossa vida. Mente é tudo aquilo por meio do qual percebemos o mundo e o apreendemos. Tudo exige um processo mental – tudo exige um processo de pensamento, de conexão racional. Mas a nossa mente não nos leva automaticamente a agir segundo nosso melhor, mais racional e informado entendimento. A natureza deu-nos uma extraordinária responsabilidade: a opção de aumentar ou diminuir o alcance da lanterna da consciência. Nosso livre arbítrio diz respeito à escolha que fazemos quando ao funcionamento de nossa consciência numa determinada situação.
Portanto, dois elementos são essenciais para que a autoestima possa se desenvolver: 1. Utilizar bem a nossa consciência, que é com certeza determinante para uma vida conduzida de modo saudável; 2. Fazer as escolhas certas e responder por elas. Quem não é capaz de falar por si mesmo e assumir a vida em suas mãos, jamais poderá conduzir a sua vida no caminho da realização pessoal. Nos próximos artigos darei continuidade a essa temática tão pertinente e essencial para nossas vidas. Aguardem
Dr. Pe. André Marmilicz

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