segunda-feira, 29 de abril de 2013

Formação humana

A LUTA ENTRE O BEM E O MAL

No inicio da Bíblia tem uma passagem bastante emblemática, e que nos ajuda a entender a luta que existe entre o bem o mal. É a história de Abel e Caim. Abel, um homem bom e trabalhador, agraciado por Deus, um símbolo daquilo que Deus espera de cada ser humano. Caim, pelo contrário, um homem invejoso, que não se alegra com a felicidade de seu irmão Abel e como consequência, acaba tirando a sua vida. Podemos condenar Caim pela sua atitude, mas talvez, agindo assim, estaremos condenando a nós mesmos, que tantas vezes optamos pelo mal e pela destruição do nosso irmão.
Na verdade, Caim e Abel são duas figuras que revelam o intimo de cada um de nós. O bem e o mal, Abel e Caim, estão dentro de cada ser humano, e diariamente devemos escolher a quem seguir e a quem dar mais força e poder.
Existe uma tendência inata ao mal dentro de nós, e que precisa ser enfrentada com coragem e muita persistência. Quantas vezes nos deparamos com realidades que nos deixam um tanto perplexos, tais como alegrar-se com a desgraça do outro. Falamos em amor, em compreensão, em partilha, mas de repente quando sabemos que alguém foi mal, se lascou, parece que nós gostamos e até vibramos. Anormal essa nossa atitude? Diria que não, mas o instinto venceu sobre a razão. Depois, quando paramos para refletir, percebemos o erro que fizemos. Não existe nesse mundo nenhuma pessoa que não tenha feito algo de errado, e se arrependido depois. Faz parte da nossa natureza humana, por vezes tão má e passível de destruição do outro.
Existe também, por outro lado, uma tendência inata ao bem. Mas ela é uma questão de escolha, porque o instinto do mal fala em primeiro lugar. Fazer o bem é escolher a vida, e isso requer um esforço diário, porque por natureza somos mais propensos ao mal do que ao bem. Vibramos mais com a derrota do outro do quem com a sua vitória. Eu não estou sendo trágico e nem fatalista ao falar sobre isso, mas muito realista com aquilo que faz parte da raça humana.
Escolher o bem é na verdade uma atitude que precisa ser retomada, analisada e avaliada diariamente. Requer um grande esforço, porque fazer o mal é muito mais fácil e imediato e não exige nenhuma força extra. Basta simplesmente se deixar levar pelos instintos animalescos, sem colocar a razão em movimento.
No entanto, o que realmente realiza e dignifica o ser humano, é o bem que ele semeou, plantou e realizou ao longo de sua vida. O mal causado pode ser um alivio naquele momento, mas depois se revela prejudicial e um grande problema a ser resolvido. O bem, pelo contrário, nos fortalece e nos deixa com a consciência tranquila e em paz. Talvez diante das críticas recebidas, apesar do bem que foi feito, sentimos uma espécie de arrependimento pelo que fizemos de bom, mas isso é um sentimento breve e passageiro.
Jesus passou pela vida fazendo o bem e é isso que ele quer de nós, porque ele deseja a nossa felicidade. O bem que fazemos volta para nós em dose dupla e o mal, assim como bem, também volta duplicada para quem o faz. Toda vez que praticamos um ato de amor, de bondade, sentimos dentro de nós a alegria e isso nos realiza profundamente; o mal que desejamos e realizamos contra alguém, volta também para cada um de nós, e nos torna pessoas tristes, ruins por dentro, com a sensação de ter feito algo errado provocando consequências negativas.
Viver, portanto, é escolher entre o bem e o mal, diariamente, mas se quisermos a felicidade, a realização plena, não tenhamos dúvidas de que o bem é sempre mais libertador e realizador. Jesus nos deu o exemplo, passando pela vida e fazendo o bem a todos, independentemente de raça, cor, sexo ou posição social. Sal vida foi uma entrega total em prol da realização da raça humana. Façamos o mesmo, se quisermos ser felizes.

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