terça-feira, 15 de novembro de 2016

Novena de Madre Clélia


 
1 - O chamado a Perfeição e à Santidade
         Dir.: Madre Clélia, movida pelo grande zelo de sua missão de fundadora e mãe espiritual, não se cansava em exortar suas filhas para que trabalhassem sem cessar e incansavelmente na busca da perfeição e da santidade. Para ela santidade é dom, é uma vocação ao qual Deus chama e convicta desse privilégio que Deus concede a alma, exorta as Irmãs a percorrerem rapidamente o caminho da santidade, uma vez que, como Apóstolas, devem a Deus uma correspondência de amor sem reservas. Explica que o amor consiste no sacrifício e na virtude e aconselha as Irmãs a serem generosas e a confiarem no Coração de Jesus que não se deixa vencer em generosidade.
      
                Voz 1.: Para Madre Clélia, a santidade e a perfeição consistem em uma obra íntima e escondida, realizada no interior da alma e na profundidade da consciência, onde só Deus conhece realmente os esforços feitos, e que se conquista com a humildade e a docilidade à vontade de Deus. Para que se possa conseguir um progresso e realizar o trabalho de santificação, é necessário que se tenha uma grande “estima da própria alma” que é a habitação e templo de Deus. Exorta sobre a necessidade de vigiar sobre si mesma, para estar sempre na presença de Deus e realizar um “continuo esforço sobre si mesmas”.
                Voz 2.: Afirma que a perfeição consiste no desapego, e o fruto do desapego é o próprio Jesus Cristo, com todas as alegrias e bens, pois quando se possui Jesus, possui-se o mundo todo. Em vários de seus escritos insiste que para ser santa é necessário “conformar-se à vontade de Deus”, estar livre de tudo e viver totalmente voltada para a glória de Deus, num continuo empenho, movida por um nobre entusiasmo que disponha a vontade a cooperar com a graça. Pois se Deus tem o centro de nossas vidas, tudo o mais encontra seu devido lugar.
                Voz 3.: Nossa Madre também apresenta os obstáculos no caminho da santidade. Para ela, os maiores obstáculos são os que fazem parte da nossa própria natureza. Fala sobre a necessidade do autoconhecimento, para que se possa realmente combater as más inclinações e considera a exagerada estima de si mesma como o maior perigo para o verdadeiro progresso espiritual, pois falsifica o que somos na realidade e consequentemente impede-nos um trabalho real e profundo sobre nós mesmas. Apresenta quatro vivências importantes para superar estes obstáculos, “a desconfiança de nós mesmas, a confiança em Deus, o exercício e a oração” realizadas como fruto “do santo amor” que deve penetrar em todos os ângulos da alma.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: “Não busques molemente a conquista do teu aperfeiçoamento; coloca todo o ardor e o nobre entusiasmo de que és capaz. Leva a chama do santo amor a todos os ângulos e a todas as penetrações da tua alma, para não deixar subsistir nada que não seja voltado para a glória e honra de Deus.
Coloca neste trabalho os esforços generosos e constantes da tua vontade. Esquece o pouco bem que poderias ter feito na tua vida passada, e volta-te para a santidade que ainda não conquistaste.
Que as provas não te assustem. Atira-te cega entre os braços amorosos de Jesus, e com Ele darás passos gigantescos no caminho da perfeição.
Recomendo-te o estudo do Catecismo e das Constituições... Fecho-te na chaga do Sagrado Lado de Jesus, no qual te deixo, a fim de que tu possas aprender o que ainda não conheces, isto é, a humildade.” (M.g., II, p. 180).

Exortações do Papa Francisco...
Voz 5.: “Ser santo não é um privilégio de poucos, como se alguém recebesse uma grande herança. Todos nós recebemos a herança de nos tornarmos Santos no Batismo. Ser santo é uma vocação para todos. Todos nós somos chamados a percorrer o caminho da santidade e o caminho que leva à santidade tem um nome e um rosto: Jesus Cristo. No Evangelho, Ele nos mostra a estrada das Bem-Aventuranças. A santidade se faz no testemunho cristão nas ocupações de cada dia e no estado de vida em que se encontra. O que se espera é que se cumpra com honestidade e competência o trabalho, oferecendo tempo ao serviço dos irmãos. Ali onde você trabalha você pode se tornar santo. Como respondemos até agora ao chamamento do Senhor à santidade? Tenho a vontade de me tornar um pouco melhor, de ser mais cristão, mais cristã? Esta é a estrada da santidade.”

2 - Purificação e retidão interior: meios para chegar à santidade
                Dir.: Nossa Madre dedica muitas páginas de seus escritos à purificação e fala sobre ela em diversos modos, como o sofrimento que purifica a alma, como a penitencia que devemos fazer para que Deus nos purifique como esforço pessoal imposto pela própria boa vontade de se libertar e se corrigir. E isso ela nos ensina também com a própria história de vida. Fala e ensina a suas filhas o que aprendeu através da experiência. Quanto lutou e sofreu para manter acesa a chama que ardia em seu coração, para ver o Instituto florescer, para ver suas filhas santas, para salvaguardar a integridade do Carisma confiado a ela. Sua estreita união ao Coração aberto na cruz a levou ao ápice da entrega ao amor e por amor.
                Voz 1.: Para ela “Deus Só” deve ser o motivo de toda a existência humana no seu dia a dia; e ensina que isto só se consegue através de um continuo exercício de purificação interior. Demonstra a necessidade de tornar-se criança, para poder entrar no Reino dos Céus. Para conseguir uma verdadeira transformação interna, é preciso uma mudança radical em nossas intenções e motivos existenciais para que só Deus, só Jesus seja a única meta, o único objetivo de todas as nossas intenções e aspirações.
                Voz 2.: É um caminho que não se consegue de um dia para o outro; é um caminho que precisa ser percorrido com paciência e muita calma, procurando, no dia a dia, viver de acordo com os santos desígnios de Deus, acompanhado por uma atitude firme e resoluta de uma constante busca e aproximação das coisas que possam conduzir à pratica do bem e das virtudes, através de um empenho pessoal, permitindo que só Deus habite em nossa alma.
                Voz 3.: Para a Madre, é necessária uma atitude firme e resoluta que só se consegue através da educação da própria vontade em colaboração com a graça de Deus. E a vontade é educada e fortalecida mediante a purificação interior e retidão de intenções, que também conduzem a uma disposição interna de se auto avaliar, em todos os níveis e dimensões, nas relações com o próximo, nos próprios sentimentos e afetos, nos pensamentos, nas atividades e ações. Explica e orienta sobre a necessidade de executar todas as ações com um único pensamento: Tudo deve ser feito e realizado para a maior glória de Deus.
                Voz 4.: A reta intenção é o caminho mais seguro para atingir um perfeito abandono em Deus. Quando Clélia fala da retidão e intenção, é clara e explicita: entrega a Deus “teu coração sem nenhum temor”, “oferece-te a Deus em sacrifício, no silencio e na paz do espírito”. E aponta a retidão e a purificação interior como base para uma vida vivida com humildade, recolhimento, caridade e perfeito cumprimento da vontade de Deus.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 5.: “Ouvi, filhas: como pelos frutos se conhece a árvore, considerai um pouco as amizades e as relações que cultivais, para deduzir se elas são santas ou vãs. Se das vossas relações tirais algum bem espiritual, elas serão um meio assaz vantajoso para vós e para os demais; do contrário, serão apenas uma perda de tempo e uma ocasião de arrefecimento espiritual, quando não de pecado. (M.g., I, pág. 87). Coragem e confiança no Santíssimo Coração de Jesus, e tudo estará de acordo com os divinos desejos. Procura retificar tudo o que fazes. Esforça-te para que em teu coração não haja nenhum rancor. Faze o bem a quem te possa parecer antipática. Afasta da tua mente,... todo pensamento que despertaria revolta no teu coração. Recorda-te que tudo em ti foi consagrado a Deus; e... ai! de ti se ousares profanar a menor parte de ti mesma”. (M.g., I, pág. 149).

Exortações do Papa Francisco...
             Voz 6.: “Quando nos apresentamos a Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, mas que sejam acompanhadas da plena confiança na sua onipotência e na sua bondade. Confiar-nos à vontade de Deus significa de fato confiar na sua infinita misericórdia. A graça que age em nós não busca o sensacionalismo. Ela se move com discrição e sem clamor. Para medicar as nossas feridas e nos curar no caminho da santidade essa trabalha modelando pacientemente o nosso coração sobre o Coração do Senhor, de forma a assumir-lhes sempre mais os pensamentos e os sentimentos. Pensemos em nós, em nossas misérias… Cada um tem as próprias. Pensemos com sinceridade. Quantas vezes as cobrimos com a hipocrisia das “boas maneiras”. E justamente então é necessário estar sozinhos, colocar-se de joelho diante de Deus e rezar: Senhor, se queres, podes purificar-me!”.

3 - Oração: edificar na própria alma uma cidade de paz
                Dir.: A serenidade e a paz de espírito são apresentadas, por Madre Clélia, como meios indispensáveis para que uma alma possa trilhar o caminho da perfeição. Orienta e exorta as Irmãs a manterem a paz e a serenidade de espírito, apesar das lutas e dificuldades, pois uma alma perturbada dificilmente conseguirá um progresso na virtude e na vida espiritual. Ela fala sobre a necessidade de realizar um esforço pessoal, para que se possa chegar a esta paz interior, procurando “edificar na própria alma uma cidade de paz” e experimentar as moções da graça, que age no silencio e na tranquilidade do próprio ser. Aconselha a colocar, antes de tudo, uma “sentinela de paz” sobre os sentimentos, para habituar-se e dedicar-se è vida de oração, à pratica das virtudes e o recolhimento.
                Voz 1.: O recolhimento é necessário para sentir a voz de Deus que fala no interior da alma, bem como para que possa permanecer na presença de Deus. É um caminho a percorrer, um estado de alma de verdadeira disponibilidade à ação da graça e do Espírito Santo. A Madre reconhece esta necessidade, e ao mesmo tempo, sabe das dificuldades que se enfrenta para chegar a este estágio e aconselha experimentar, um pouco por vez, a deixar as “distrações” e a “passar alguns instantes de recolhimento e de oração diante de Jesus”, para habituar-se a fazer silencio dentro de si mesma, para deixar-se guiar pelo Espírito de Deus que esta sempre disponível a “inundar a alma de luz e de paz”.
Voz 2.: Experimentai um pouco, filhas, separar-vos das distrações mundanas e passar alguns instantes de recolhimento e de oração diante de Jesus Sacramentado, e vereis quanta luz resplandecerá em vossa inteligência, quanto alívio e quanto conforto provará vossa alma! (Mg., I, pág. 84). Em nossas igrejas, Jesus Cristo nos espera, nos chama, convida-nos a pedir-lhe com confiança tudo o que queremos, e promete escutar-nos. E nós, filhas, como... podemos dizer que entramos no seu templo e ouvimos sua voz, se não o fazemos com verdadeiro espírito de fé...? (M.g.,I, pág. 113)

                Voz 3.: Para conseguir o verdadeiro espírito de recolhimento é necessário um verdadeiro espírito de fé, que para Clélia, deve ser uma constante na vida da Apóstola, quando se está na Igreja, rezando, e quando se executam as mais simples ações do dia a dia, para que se possa permanecer em atitude de recolhimento. Para ela, “dissipar-se o dia todo e recolher-se na oração” são duas práticas incompatíveis. A comunidade religiosa é um santuário doméstico, lugar onde também se está aos pés de Jesus, como Maria de Betânia. Um ambiente físico, cuidado com zelo, permite a Apóstola estar mais “unida a Deus no silêncio e na paz”.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: Fazei de tal maneira que vossa vida seja escondida em Deus com Jesus. Quando se está escondida em Deus com Jesus, se está em companhia de seus santos exemplos, de suas máximas adoráveis, de seu Coração tão humilde; e em tal companhia, quem não será humilde? Quando Jesus aparecer em sua glória, então, também vós, ó filhas, resplandecereis com Ele. Porém, atualmente, deveis estar escondidas como Ele no presépio, como Ele na sua morte. Portanto, para nós, nem louvor, nem glória neste mundo. Nada desejemos de fato. Desejemos incessantemente não aparecer senão com Ele quando... Se mostrará no esplendor infinito da sua glória... (M. g., II, pág. 104).

Exortações do Papa Francisco...
             Voz 5.: “A oração não é uma varinha mágica. Ela nos ajuda a conservar a fé em Deus e a nos entregar a Ele mesmo quando não compreendemos a sua vontade. Nisto, Jesus, que rezava tanto, é um exemplo para nós. Temos necessidade de rezar sempre, sem jamais esmorecer. Portanto, não se trata de rezar às vezes, quando ‘estou a fim’. Não, Jesus diz que é preciso rezar sempre, sem cessar, rezar, altera todas as perspectivas. A oração muda-nos o coração. Faz-nos compreender melhor como é o nosso Deus. Mas para isso é importante falar com o Senhor, não com palavras vazias, mas falar com a realidade.”



4 - Espírito Santo: Mestre interior
                Dir.: Para percorrer o caminho da santidade, é necessária uma luz especial do Divino Espírito Santo, pois sem a Sua luz é impossível sentir-se atraída pelos mistérios de Deus presentes na alma humana. Madre Clélia aconselha invocar o Espírito Santo que é “sabedoria divina” que “ilumina a alma e a inteligência”, conduzindo-a a percorrer o caminho da santidade que conduz a glória eterna. Aconselha a pedir ao Espírito a sabedoria cristã - que é vida e paz da alma, mestra, guardiã e diretriz das virtudes - que nos guie como guiou os santos, pois é ela quem nos indica o caminho e nos propõe os meios para atingi-lo.
   Voz 1.: A Madre apresenta o Divino Espírito Santo como o “consolador das almas”, e aponta as maravilhas que operou na alma de Maria Santíssima, apresentando-a como modelo de disponibilidade, procurando em tudo a perfeição, pois o Espírito age em nós e nos mostra a direção a seguir, de tal modo que “fazer as coisas negligente e imperfeitamente é faltar-lhe o respeito”. Não podemos deixar passar inutilmente os momentos da graça, pois cada inspiração é um ato da bondade de Deus, que nos assiste a cada instante.
Voz 2.: Deus nos visita todo dia com tantas luzes, com tantas inspirações de sua graça, com santos ensinamentos, com boas leituras, com santos exemplos, com os bens e os males que nos envia: uns para fazer sentir sua bondade; outros, para nos lembrar de sua justiça. É coisa digna de lágrimas não discernir estas graças, e torná-las inúteis. Oh! minhas filhas, como somos dignas de compaixão! Que desgraça é a nossa por frequentemente ter desconhecido as visitas do Senhor!” (M.g., I, pág. 56).
Voz 3.: Com suas palavras e seu testemunho de vida, Clélia Merloni nos ensina a não colocar resistência a ação da graça, mas ter sempre “uma vontade resoluta” de agir sempre sob o seu divino impulso. Ela fala da necessidade de se examinar sobre a correspondência ou não às graças concedidas por Deus através de tantos meios e alerta sobre os perigos da infidelidade que endurece o coração e nos faz dar mau exemplo e contra testemunho. Usa como exemplo João Batista, o precursor de Jesus e explica, com maestria, o que acontece no interior da própria alma, quando Jesus se faz presente, ilumina a mente e move o coração, quer seja por meio de uma moção interior, ou de um gosto pela virtude; é como uma voz secreta e poderosa que nos apresenta “o caminho, a verdade e a vida” e nos convida a seguir.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: Se invocares o Espírito Santo, que é... Sabedoria divina. Ele virá a ti, e encher-te-á com sua luz. Quando sua santa luz iluminar tua alma e inteligência, então, sentir-te-ás estimulada, induzida a percorrer o caminho da santidade, e tudo o que te rodeia, na natureza, parecer-te-á lama e podridão. A sabedoria cristã é bela aos olhos de Deus, pela inocência da vida que nos ensina, pela retidão e candor das intenções que nos inspira; bela aos olhos das pessoas que não podem negar-lhe sua estima, e às quais ela faz amar a religião; bela em si mesma, pela sua nobre simplicidade, pela nobreza de seus sentimentos, pelas grandes virtudes que inspira e pela glória eterna a que nos conduz. (M.g., I, págs. 16-17).

Exortações do Papa Francisco...
             Voz 5.: “O Espírito Santo é aquele que move a Igreja. É aquele que trabalha na Igreja, em nossos corações. Ele faz de cada cristão uma pessoa diferente da outra, e de todos juntos faz a unidade. O Espírito Santo é aquele que leva adiante, escancara as portas e convida a testemunhar Jesus. O Espírito Santo é aquele que nos impulsiona a louvar a Deus, nos induz a rezar: ‘Ele reza, em nós’. O Espírito Santo é aquele que está em nós e nos ensina a olhar para o Pai e dizer-lhe: Pai. Ele nos liberta da condição de órfão para a qual o espírito do mundo quer nos conduzir. O dom do Espírito Santo foi concedido em abundância à Igreja e a cada um de nós, para podermos viver com fé genuína e caridade operosa, para podermos espalhar as sementes da reconciliação.”



5 - Oração e união com Deus
Dir.: A oração ocupa um lugar de destaque na vida de Madre Clélia. Para ela, nosso ser deve estar em contínua prece, uma prece ininterrupta, onde todos os afetos e sentimentos, raciocínios e juízos, sejam unicamente para Deus, com Deus e em Deus. Exorta com insistência suas filhas, para que peçam a Deus o dom da oração, convicta do seu poder e da força da voz de Deus na alma. Para ela Jesus é o único Mestre, Mestre que, em “Um só dia” de instrução, instrui muito mais do que todas as escolas dos sábios. Pede a Jesus que fale sempre à tua alma. Asseguro-te, minha filha, que sua voz te instruirá mais em um só dia, do que as escolas dos sábios em muitos anos. Não hesites mais, minha filha, em recolher santamente tua mente e teu espírito, conservando-te na presença de Deus.”
                Voz 1.: Orienta ainda para que mantenham uma contínua união com Deus, exortando-nos a rezar sempre, pois Jesus se comunica à nossa alma, à medida que esta se comunica com Ele na oração. Fala da necessidade da oração para que a alma possa desempenhar bem a própria missão. A oração é sempre necessária. Nos momentos de dificuldades ela nos prepara para superar os sacrifícios pequenos e grandes que poderão surgir. Através da oração, Deus mesmo se faz a nossa força e sua presença nos concede tranquilidade e paz.
                Voz 2.: O espírito de oração deve conduzir toda a vida e todo o nosso ser, a tal ponto que nosso coração seja o santuário do Senhor. Em matéria de oração o importante é “saborear o Senhor” e esta é a finalidade da meditação que nada mais é do que “estar com o Senhor”. A Madre cita o exemplo de Santa Teresa que através da oração pode viver em sua vida a “confiança em Deus, o amor à pobreza e a prática das virtudes”, mesmo nos momentos de aridez e desolação foi perseverante e não desanimou de buscar o Senhor. Clélia nos ensina a cultivar o “jardim do nosso coração”, regá-lo com o orvalho da oração para que nasça a semente que Deus lançou na alma. De fato, nossa vida Consagrada não tem razão de ser se não buscarmos continuamente o Rosto do Senhor, que nos chamou para “estar com Ele”. A nossa missão, nossas obras e todos os trabalhos que realizamos são fecundos à medida que estão enraizados em Deus.
                Voz 3.: A oração é tão significativa para Madre Clélia, que está disposta a sacrificar a própria vida para que suas filhas obtenham “a graça de uma perfeita união com Deus”. Ela faz referencia aos vários tipos de oração: “agradecimento, adoração, louvor”, e exorta para que amemos a Deus por todos aqueles que não o amam. Aconselha a exercitarmo-nos na contemplação da bondade Divina, fruto da paz e da tranquilidade interior, como resultado da manifestação da vontade de Deus.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: Procura cultivar quanto puderes as almas a ti confiadas, e lembra muitas vezes que a alma é semelhante à terra: tem necessidade de ser trabalhada para tornar-se fecunda. Reza muito, minha filha, e Jesus comunicar-se-á contigo à medida que tu te comunicares com Ele, na oração. Tens necessidade de muitas luzes e de força para desempenhar teu ofício, de acordo com a Vontade divina. Não te contentes de recorrer a Deus somente nas horas destinadas à oração. ... uma união quase contínua entre ti e Ele, te é necessária (Mg., II, pág. 121).

Exortações do Papa Francisco...
             Voz 5.: “A vida do cristão pode ser resumida em três comportamentos: estar “de pé” para acolher Deus, estar em paciente “silêncio” para escutar a Sua voz e “em saída” para anunciá-Lo aos demais. Para encontrar o Senhor, é preciso entrar em nós mesmos e sentir aquele “fio de um silêncio sonoro” e Ele nos fala ali. Devemos sempre buscar o Senhor. Todos nós sabemos como são os maus momentos: momentos que nos puxam para baixo, momentos sem fé, escuros, momentos em que não vemos o horizonte, somos incapazes de se levantar. Todos nós sabemos isso! Mas é o Senhor que vem, nos restaura com o pão e com a sua força e nos diz: “Levante-se e vá em frente! Caminhe!”.”
            


6 - Santificação das ações
                Dir.: Fazendo suas as exortações paulinas sobre a busca da santificação, fala sobre a importância de “cada momento de nossa vida” ser santificado com boas ações e orienta-nos a vivermos em continua união com Deus, exercitando-nos na prática da presença de Deus, para que todas as nossas ações e afetos, sejam eles grandes ou pequenos, sejam unicamente para Deus, transcendam o plano material conduzindo, passo a passo, a uma atitude de total despojamento e abandono em Deus.
                Voz 1.: A Madre considera o tempo, “único e exclusivamente de Deus”, por isso não se pode dispor dele de acordo com a própria vontade, mas de acordo com os desígnios de Deus. Sendo assim, aconselha a “fazer tudo com o objetivo de agradar a Deus”, agir pela estima das criaturas ou por conta própria, fechando-se na autossuficiência, é uma mera perda de tempo. Este tempo, do qual muitas vezes não se tem a consciência de sua existência, devido à rotina das atitudes e atos, vem apresentado nos escritos de Clélia com uma característica eterna. Para ela, o tempo “vale tanto quanto o Sangue de Jesus, pois por Ele fomos resgatadas em todos os momentos”. Admoesta sobre o mau emprego do tempo, e de sua perda inutilmente, exorta e orienta sobre seu uso e aproveitamento, uma vez que nossa redenção e nossa santificação estão intensamente ligadas ao tempo, pois o ato Redentor de Jesus prolonga-se em todos os momentos e em todos os tempos.
Voz 2.: “Por que perdes tanto tempo, assim inutilmente? Não sabes, filha, que o tempo vale quanto o céu, porque o céu é a recompensa atribuída por Deus mesmo, ao bom uso do tempo?” (M.g., I, pág. 11).  
“Sendo o tempo de Deus e não nosso, não temos direito de dispor dele para outro uso diferente daquele que o Senhor nos pede, de acordo com os desígnios que tem sobre cada um de nós; não podemos dispor, nem ceder a míni­ma parte ao gosto ou desgosto do momento, nem pedir conselho ao nosso capricho para o emprego que dele faremos. É preciso fazer tudo com o objetivo de agradar a Deus, porque Deus não recompensa senão o que se faz por Ele. Se se age por conta própria ou pelas criaturas, perder-se-á o tempo e o trabalho.” (M.g., I, pág. 11).
Voz 3.: A Madre ensina que todas as atitudes e ações devem ser revestidas de um significado superior. Para que isso seja possível, insiste constantemente sobre a atitude de Fé, que deve estar presente em todas as atitudes e ações da Apóstola, quer sejam materiais ou principalmente espirituais, onde exorta a conservar, no templo de Deus uma atitude externa profundamente religiosa, fruto do recolhimento interno nos pensamentos e afetos, dignos da presença de Deus. A casa de Deus, para ela e suas filhas, é um lugar de amor e reverencia.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: Procura, filha, fazer todas as coisas simples e santamente, levando em consideração unicamente agradar a Deus. (M.p., pág. 24). Recorda muitas vezes, que sendo o fim da religiosa, além da exata observância das Leis de Deus, viver unida a Ele, deves exercitar-te frequentemente nos atos de fé, esperança e caridade, adoração, louvor a Deus e humildade. Teu trabalho deve ser sempre acompanhado do espírito de pura e reta intenção e da plena conformidade ao querer divino. (M.p., pág. 1).

Exortações do Papa Francisco...
Voz 5.: “Sorria! Um cristão é sempre alegre;
Agradeça! Mesmo se não “precisar” fazê-lo;
Lembre aos outros que você os ama e cumprimente com alegria as pessoas que você vê todos os dias;
Ouça a história do outro sem preconceito, com amor;
Pare e ajude quando alguém precisar;
Incentive quem está desanimado, corrija com amor e não cale por medo;
Alegre-se pelas qualidades ou realizações dos outros;
Junte as coisas que você não vai mais usar e de a quem precisa;
Ajude quando necessário para que o outro descanse;
Cuide com carinho especial dos que estão perto de você e ajude os outros a superarem os obstáculos;”.



7 - Amor de Deus
             Dir.: Toda a santidade consiste em amar a Deus, e todo o amor a Deus consiste em fazer a sua vontade.  Em muitas de suas cartas, Madre Clélia, se expressa sobre o amor de Deus, suas características e qualidades. Exorta-nos a nos dedicarmos, com todo esforço de que somos capazes, a Deus, que deve ser o único e o Sumo Bem de toda nossa existência. Para que Deus possa reinar e ser realmente o único Senhor na vida de cada uma de nós suas filhas, fala incansavelmente sobre a necessidade de tomar firme e resoluta decisão, para não deixar que nada venha ocupar nossos corações, exceto Deus. Deus ordena tudo em nós, se Ele esta no centro de nossas vidas, todas as outras coisas que amamos ocupam o seu real tamanho em nós.
             Voz 1.: Tendo experimentado, no profundo de seu ser, a consistência do Amor Divino e a debilidade do amor humano, apresenta as diferenças, atribuindo ao amor de Deus a “plenitude da paz” e ao amor das criaturas, “um complexo de amarguras”. Acrescenta ainda que a certeza de ser amada por Deus deve ser um conforto para todas as “aflições da vida”. E como resposta a este amor, Deus, o Sumo Bem, merece todo o nosso amor; é preciso amá-lo sem medidas e com todo o nosso ser. O amor de Deus deve estar presente no coração humano, na espontaneidade de um ato de reconhecimento de sua soberania e de gratidão pelo dom da própria existência. Não amá-lo, segundo Madre Clélia, é cometer um tríplice pecado: de desprezo, de injustiça e de ingratidão, pois tudo o que somos e temos recebemos de Deus, e Ele, infinitamente bom e perfeito, merece todo o nosso amor.          
             Voz 2.: Apresenta Maria Santíssima como modelo de consagração por sua pronta fidelidade à graça, por seu recolhimento, vivendo por Deus e em Deus, e nos convida a imitá-la nessa perfeita correspondência à graça, dedicando toda a sua vida, única e exclusivamente para Deus. Adoremos o Espírito Santo que inspirou a Maria, ainda menina, a resolução de abandonar sua família e todas as doçuras do lar doméstico, para fechar-se na solidão do Templo e levar uma vida toda recolhida em Deus e por Deus. Congratulemo-nos, filhas, com a Virgem Santa, pela perfeita correspondência à graça, e alegremo-nos de vê-la em tão tenra idade, assim avançada na santidade. Filhas caríssimas, demo-nos a Deus sem demora, como fez a Virgem Maria.” (M. g., I, pág. 167).
             Voz 3.: Ama-se a Deus por aquilo que Ele é não por aquilo que Ele pode nos dar. Ele é o único Bem. A felicidade se encontra no amor de Deus, e sendo este superior a todas as ciências do mundo, com o amor de Deus se é sempre feliz. O amor de Deus deve ser “tudo para a alma, todo o resto deve ser nada”. Deve-se dedicar a Deus um amor superior a tudo o que possa existir. Deus deve ser amado o “quanto Ele é digno de ser amado”. Para Madre Clélia as qualidades do amor que deve envolver a vida da Apóstola em resposta ao amor de predileção com que Deus a ama compreendem a um amor forte e vigoroso, ardente e invencível, inabalável, humilde, para que só Deus seja exaltado.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: Roguemos ao Senhor, que nos tire tudo, exceto seu puro amor; então... estaremos contentes, e deixaremos de boa vontade tudo por seu amor. Deixando-nos seu amor, deixar-nos-á tudo o que queremos; seu puro amor é tudo para nós, tudo o mais é nada. Seria nada a própria imortalidade de nossa alma, se por ela não nos fosse dado seu santo amor; pois seria melhor ser aniquilada a partir deste momento, que perder por um só instante a esperança de ser amada por Ele, bondade infinita. Ó bom Deus, fazei que possamos amar-vos o quanto sais digno de ser amado! (M.g., I, pág. 102).
Exortações do Papa Francisco...
             Voz 5.:  
8 - Amor ao próximo
             Dir.: A caridade foi a grande virtude vivida e praticada por Madre Clélia. Confirmam-no seus escritos e sua vida, através de inúmeros fatos. O amor ao próximo em sua vida foi como um abismo profundo. Quanta delicadeza e dedicada caridade para todos, sem acepção de pessoas. O fundamento e a inspiração que a conduziu à observância radical dessa virtude foi o preceito evangélico: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Ela encarnou esta prática em sua vida, tendo como único mestre e modelo Jesus Cristo. Em seus ensinamentos concebe a caridade como a primeira de todas as virtudes, a “virtude por excelência”.

             Voz 1.: Só a sua prática verdadeira e sincera é suficiente para fazer de uma comunidade um paraíso. A verdadeira caridade começa em casa e não é possível o exercício do apostolado, com corações ofendidos e divididos. É uma ilusão querer fazer o bem fora e prejudicar o bom andamento da comunidade. Sem a prática da caridade não existe santidade, pois esta se consegue com as pequenas coisas, e a virtude que sobressai a todas as outras é a caridade. Esta requer o respeito recíproco, e todos os cuidados que o bem do próximo exige. Clélia orienta-nos a compadecer-se e a desculpar-se reciprocamente, reconhecendo mutuamente os próprios defeitos. Para ela a caridade é a síntese da Lei de Deus e a estrada da santidade.

             Voz 2.: Deve-se vigiar sobre as próprias palavras e conduta, sempre com um caráter de edificação, para que sejamos coerentes. Praticar com o máximo zelo, pois seremos tratados com a mesma medida com que tratarmos nosso próximo. Orienta a superar as dificuldades apresentadas no relacionamento provocado pelas antipatias e limitações, usando os ensinamentos de Jesus, pois a caridade deve ser a pedra mais preciosa a brilhar em nosso Instituto. A falta de caridade provoca desunião, partidos, divisões e a ruína do Instituto. A caridade exige sacrifícios, é necessário aprender com Jesus a amar as coirmãs, suportando-as em tudo e perdoando sempre, mantendo-se dispostas e prontas para o bem de cada uma. O amor ao próximo desterra toda maledicência ou crítica, toda zombaria e depreciação. Clélia Merloni nos ensina a fazer o bem com palavras, com o exemplo e com a oração.

             Voz 3.: Apresenta a correção fraterna como o primeiro e o mais belo ato de caridade e misericórdia ensinado por Jesus. Deve ser feita com delicadeza, em tempo e lugar adequados, para que possa produzir efeitos eficazes. Deve-se esperar o momento certo e oportuno, para usar de correção fraterna. Quem corrige deve estar tranquilo e livre de qualquer paixão, pois quem esta sendo corrigido, deve ver claramente que quem corrige o faz por um simples ato de amor, visando o bem. Fala também do bom exemplo que devemos dar, pois a inconstância no bem demonstra falta de virtude, dá mau exemplo aos seculares e é uma porta aberta à mediocridade. Nossa conduta deve edificar a todos, principalmente nas coisas cotidianas e habituais.

Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: “Exercitai-vos muito na caridade, naquela caridade que deve ser a pedra mais preciosa que deve brilhar no nosso Instituto. (M.g., II, págs. 99 - 100). Em tudo e em toda parte, deveis fazer com que a caridade do vosso celeste Esposo Jesus ocupe o primeiro lugar. Usai a caridade com semblante suave e sereno, com fisionomia afável, com palavras doces e cordiais; usai a caridade indulgente, vendo sempre o lado bom e interpretando favoravelmente tudo o que se diz, desculpando os outros, ainda que com prejuízo próprio, até que a prudência o permita. Não deveis mostrar nenhum descontentamento pela rudeza ou enfermidade do próximo; deveis aceitar com afabilidade e doçura os conselhos, as repreensões, as mortificações, quaisquer que sejam; vigiai sobre vossas palavras e sobre vossa conduta, para não dizer nada e nada fazer que desagrade; para fazer e dizer tudo de amável, permitido pela consciência”. (M.g., Ir, pág. 107).
Exortações do Papa Francisco...
             Voz 5.: “A caridade é simples: adorar a Deus e servir aos outros.”




9 - Reparação, restaurar a imagem danificada!
             Dir.: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus constitui o carisma deixado por Madre Clélia. Esta devoção implica “amor, glória, reparação e imolação”. Nossa Madre recebeu esta devoção em sua fonte e para ela a devoção ao Sagrado Coração de Jesus implica glorifica-Lo, tornando-O conhecido e amado. Sendo assim, concebe a reparação como uma consequência do amor que dedica ao Coração de Jesus. Recebendo de Jesus o convite para ser “Apóstola de seu amor”, concebeu em seu ser o verdadeiro espírito de seu Instituto: ser Apóstola do Amor a exemplo dos Apóstolos. A reparação, então, é revestida do caráter de zelo apostólico que deve impulsionar a Apóstola a viver em contínuo Espírito de reparação.

             Voz 1.: Ela viveu este espírito de reparação de modo heróico, oferecendo-se e imolando-se pela salvação dos pecadores, não poupando um só instante de seus sofrimentos e dores. As crônicas dos últimos dois anos de sua vida narram que estava muito doente, mas que seu leito se tornara uma “cátedra”. Clélia não mediu esforços para que suas filhas pudessem compreender o verdadeiro espírito de reparação e deixa claro que esta deve ser ininterrupta. Toda a vida da Apóstola deve ser ato de reparação, de restaurar o mundo danificado pela falta de amor, “colocando” amor onde este perdeu o sentido.

Voz 2.: O Senhor te ajude a fazer em cada momento sua adorável vontade, de modo que cada sofrimento seja um ato de fervorosa e nobre reparação aos ultrajes que os maus fazem continuamente ao Sagrado Coração de Jesus... Procuremos, filhas, usar todos os meios que o Senhor nos oferece para torná-lo conhecido, amado e servido...; aproveitemos, com prazer, todas as ocasiões para ganhar-lhe almas, mesmo com prejuízo dos nossos bens, nosso repouso, nossa própria vida. Antes, devemos alegrar-nos, se com tais meios, pudermos obter que mais um coração sobre a terra, possa amar o Senhor. Quanto mais virmos o bem a fazer, mais devemos fazê-lo, e jamais dizer basta;” (M.g., I, pág. 100).
Voz 3.: A orientação educativa de Madre Clélia, quando trata da formação do verdadeiro espírito de suas filhas, vem acompanhada de um convite, que é mais um testemunho de sua própria vida do que um simples ensinamento. Orienta a fazer atos de fé, de adoração e de cordial homenagem para reparar continuamente as ofensas que o Coração de Jesus recebe. Na vida cotidiana, as atitudes da Apóstola devem reparar a humanidade que sofre pelo pecado e pelo afastamento de Deus, seu testemunho de vida, as palavras que dirige aos outros, o amor que dedica aos filhos de Deus são capazes de restaurar tantos corações despedaçados que sofrem e precisam redescobrir o amor de Deus que gera vida em abundância.
Exortações de Madre Clélia...
Voz 4.: “Oh! atiremo-nos generosamente; aos pés do Crucifixo, e falemos-lhe, não mais das nossas cruzes, mas das necessidades dos nossos irmãos; ofereçamos-lhe todos os nossos sofrimentos, sem medi-los nem contá-los (como quem esvazia o bolso na mão do pobre, sem verificar a quantia), a fim de que, unindo-as às suas, tenha nas mãos a moeda de resgate para qualquer pobre alma que o demônio já considera sua.” (M.p.,  p., pág. 151).
Exortações do Papa Francisco...
Voz 5.: “É preciso usar de misericórdia, ‘misericordiar’, para receber misericórdia, para ‘ser misericordiado’. O fato de a misericórdia pôr em contato uma miséria humana com o coração de Deus, faz desencadear imediatamente a ação; não se pode meditar sobre a misericórdia, sem pôr tudo em prática. Por isso, na oração, não nos ajuda intelectualizar. Com a ajuda da graça, o nosso diálogo com o Senhor deve se concretizar sobre o meu pecado que requer que a misericórdia do Senhor pouse sobre mim, o pecado de que sinto mais vergonha e maior desejo de reparar”.





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