terça-feira, 12 de agosto de 2014

A família é um centro de amor onde ninguém é descartado, diz Papa

Em mensagem ao I Congresso Latino-americano da Pastoral Familiar,  o Santo Padre afirmou que a família  é aquilo que permite superar a falsa oposição entre indivíduo e sociedade

Atualizado em 07/08/2014 às 09h27

A família é um “centro de amor” onde “ninguém é descartado”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na mensagem enviada ao I Congresso Latino-americano da Pastoral Familiar, em andamento no Panamá de 4 a 9 de agosto. Organizado pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), o encontro tem como tema “Família e desenvolvimento social para a vida plena e a comunhão missionária”. A mensagem foi lida na abertura do Congresso pelo Bispo de Santa Rosa, Argentina, Dom Raúl Martín, Presidente do Departamento para a Família, a Vida e a Juventude do CELAM.

Francisco iniciou sua mensagem com a pergunta “O que é a família?”, a qual respondeu: “é um centro de amor” onde “reina a lei do respeito e da comunhão”, capaz de resistir às “manipulações mundanas”. A família – acrescentou ele – é aquilo que permite superar “a falsa oposição entre indivíduo e sociedade; no seio dela “ninguém é descartado” e todos – idosos e crianças – encontram acolhida. E é na família que nasce “a cultura do encontro e do diálogo, a abertura à solidariedade e à transcendência”.

O Papa ressalta que a “estabilidade e a fecundidade” são duas características primordiais do núcleo familiar, ambiente onde se aprende “as relações baseadas no amor fiel até a morte, como o matrimônio, a paternidade, a filiação ou a fraternidade”. Quando estas relações formam o tecido basilar de uma sociedade humana” – reitera – conferem a ela “coesão e consistência”, oferecem ao homem “segurança no abrir-se ao outro”. Mas adverte, que “não é possível fazer parte de um povo, sentir-se próximo, ter consciência dos mais afastados e desvantajados, se no coração do homem foram infringidas estas relações basilares”.

Francisco explica que o amor familiar é fecundo não somente porque gera nova vida, “mas porque alarga os horizontes da existência, gera um mundo novo, nos faz acreditar, contra todos os desesperos e as derrotas, que uma convivência baseada no respeito e na confiança é possível”. “Diante de uma visão materialista do mundo – acrescenta – a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas encarna os seus desejos mais profundos”.

Ao observar que o “homem cresce também na sua abertura a Deus como Pai” com base na experiência do amor familiar, Bergoglio cita o Documento de Aparecida quando indica “que a família não deve ser considerada somente como objeto de evangelização, mas também agente de evangelização”, pois “nesta se reflete a imagem de Deus que, no seu mistério mais profundo é uma família, e neste modo, permite ver o amor humano como sinal de presença do amor divino”. “Na família – disse Francisco – a fé se mistura com o leite materno”. O Santo Padre recordou então, que o gesto de pedir a bênção – conservado em muitos povos – “encerra em si a convicção bíblica que a bênção de Deus se transmite de pai para filho”.

Ao concluir, o Pontífice ressalta a importância de encorajar as família a “cultivar relações sãs entre os próprios membros”, onde se deve saber dizer uns aos outros “perdão, obrigado e por favor”, e dirigir-se a Deus com o bonito nome de “Pai”. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

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